Reflexões da Redação
9 DE abril DE 2018 - 21:05

Vida que segue

Reflexão dos editores deste portal

Os últimos dias foram de grande agitação. Na realidade, fatos meramente jurídicos para o enfrentamento da corrupção no Brasil tomaram dimensões políticas, criando um grande debate nas redes sociais e nos veículos de comunicação.

O que deveria ser um ato normal de afastamento da sociedade – temporário e definitivo – de um agente que promoveu a institucionalização da corrupção acabou sendo usado por grupos de seguidores como um momento político partidário para lançamento de candidatos às próximas eleições.

Numa análise mais apurada, é possível dizer que as cenas produzidas foram patéticas, com tanta agressividade, tanto choro – e riso -, tanto escárnio, tanta acusação, tanto empurra-empurra, tanta decisão e desistência, que beiraram os antigos pastelões.

Independente de tudo o que ocorreu, o Brasil não vai parar, visto que está acima de todos os inescrupulosos que tentaram – e ainda tentam – atrapalhar seu caminho rumo ao desenvolvimento, à produtividade, à geração de empregos e à devolução da dignidade aos seus cidadãos.

À frente de tudo tem que estar a Nação e, também, todas as pessoas e empresas de bem que fazem a engrenagem funcionar. Todos têm que ter em mente que é possível, através do trabalho honesto – longe da corrupção -, atingir as metas necessárias para o crescimento.

É público e notório que o Brasil está, aos poucos, saindo da crise provocada por governos inconsequentes e que, anos a fio, fizeram da corrupção sua linha de conduta, quase levando ao fundo do poço importantes empresas estatais, como, por exemplo, a Petrobrás.

Como avaliam especialistas e empresários, mesmo que em ritmo modesto e com os investimentos ainda retraídos, a economia está tomando o caminho da recuperação. Porém, são unânimes em cobrar o comprometimento dos parlamentares na aprovação de medidas que levem de vez o país ao caminho do desenvolvimento.

Neste contexto, já dissemos aqui neste espaço que tudo o que se conquistou até hoje no país foi fruto da atividade séria de empresários que, mesmo em situações adversas, continuaram buscando condições – mínimas que fossem – para não interromper a produção, o que poderia levar ao caos maior.

No caso específico da indústria, o crescimento dos últimos meses é resultado único e exclusivo das empresas que, mesmo sem uma política de governo voltada para o desenvolvimento, para a inovação e para a competitividade, têm conseguido números importantes, melhorando sua capacidade de produzir e, principalmente, buscando ampliar o quadro de empregados.

Se dependessem dos políticos e dos burocratas que passaram pelo Congresso e pelo Executivo nos últimos 15 anos, certamente as empresas já teriam fechado as portas e enterrado seus sonhos e investimentos de uma vida.

O distanciamento é maior ainda em anos eleitorais. Nestes períodos, a maioria esmagadora dos políticos esconde-se para não ter que votar medidas “impopulares”, por medo de não conseguir se reeleger, perder as mordomias e os empreguinhos dos seus apaniguados.

É sempre importante reforçar o que pensamos: os políticos – salvo honrosas exceções – são contumazes sanguessugas, preocupados em resolver suas vidas e de todos seus familiares e penduricalhos, deixando de lado o trabalho para o qual são regiamente pagos.

Nossa esperança é que, um dia desses – que não demore – todos aqueles que cometeram atos ilegais passem pelas mãos da Lava Jato e respondam por tudo que cometeram. E que, os que vierem, ao menos entendam que, como empregados do povo brasileiro, têm que trabalhar dentro das regras e das leis definidas pela Constituição.

Podemos até ser taxados de ingênuos, mas acreditamos ainda que, por ser maior e melhor que todos os políticos, o povo brasileiro usará as eleições de outubro para promover uma limpeza, escolhendo candidatos comprometidos com a moral, com a ética e com o Brasil.

Não vamos esmorecer. Vida que segue!

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