Análise Econômica, Política & Social
6 DE julho DE 2017 - 20:20

Vendas de veículos cresceram 13,5% em junho, aponta Anfavea

Dados da Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores – indicam que o licenciamento de autoveículos em junho ficou em 195 mil unidades, praticamente estável sobre as 195,6 mil vendidas em maio e superior em 13,5% em relação às 171,8 mil do mesmo mês do ano passado.

No primeiro semestre deste ano 1 milhão de unidades foram comercializadas, o que representou um crescimento de 3,7% ante as 983,5 mil de igual período de 2016.

De acordo com Antonio Megale, presidente da Anfavea “a média diária de vendas em junho foi a melhor do ano até agora e este é o segundo mês consecutivo de crescimento sobre o mesmo mês do ano anterior. Isto representa mais um sinal da estabilização no comportamento dos negócios da indústria automobilística. Se tivermos um ambiente político mais estável e com alguns indicadores macroeconômicos positivos, a tendência é de retomada”.

As exportações apontaram para mais um recorde para a indústria automobilística este ano: foi o maior volume exportado em um primeiro semestre na história.

Com 372,6 mil unidades enviadas para outros países, houve um aumento de 57,2% ante as 236,9 mil do ano passado. Somente em junho foram negociadas 66,1 mil unidades, 9,3% abaixo das 72,8 mil de maio e 40,9% maior no comparativo com as 46,9 mil de junho de 2016.

Novas projeções para 2017

O crescimento das exportações, em conjunto com a diminuição da participação de importados, levou a uma previsão maior também na produção para 2017: saltou de 11,9% para 21,5%, alcançando 2,62 milhões de unidades ao término do ano. Para as vendas ao mercado interno a previsão manteve-se inalterada.

Segundo Antonio Megale, a revisão foi necessária em decorrência, essencialmente, do resultado positivo das exportações: “Nossa previsão inicial para as exportações já era bastante relevante, mas com o aumento mês a mês do resultado foi preciso rever nossos números para cima, o que é extremamente importante para o setor automotivo por impactar diretamente na produção. Entretanto, o resultado do mercado interno ainda apresenta estabilidade e não é suficiente para ocupar a capacidade ociosa que a indústria apresenta”.

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