Análise Econômica, Política & Social
27 DE novembro DE 2019 - 16:26

Vendas de máquinas cresceram 1,9% em outubro sobre o mesmo mês do ano passado

As vendas da indústria brasileira de máquinas e equipamentos cresceram 1,9% em outubro, se comparadas ao mesmo mês do ano passado, conforme informação da Abimaq – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos. Em relação a setembro, o setor apresentou estabilidade, não apresentando qualquer variação.

De acordo com os dados, o desempenho se deveu às vendas no mercado interno. Já as vendas para o mercado externo tiveram retração, com desempenho negativo de 11% em comparação a setembro e de queda de 21,1% na comparação com o mesmo mês de 2018. A Abimaq atribuiu o resultado à desaceleração da atividade produtiva em diversos parceiros comerciais.

As importações cresceram 31,9% sobre o mês imediatamente anterior e 39,7% em relação a outubro/2018. No que se refere a empregos, o setor registrou crescimento de 1,2% na comparação anual.

Segundo o levantamento, a carteira de pedidos do setor de máquinas e equipamentos subiu 2,3% em outubro sobre o mesmo mês do ano passado e 14,1% ante setembro, sinalizando uma melhora nas encomendas de bens não seriados. Apesar disso, o setor segue trabalhando com um nível de ociosidade de cerca de 25%.

Quanto aos empregos, houve crescimento de 1,2% no mês passado na comparação anual e queda de 0,4% em relação a setembro.

Segundo Maria Cristina Zanella, gerente de Economia, Estatística e Competitividade da entidade, os números vieram até melhores do que as expectativas, pois outubro é um mês em que há desaceleração na atividade.

Entretanto, acrescentou que não se esperava uma desaceleração tão forte no mercado internacional e que isso fosse refletir nos dados de exportação. “Normalmente, as exportações do setor representam cerca de 40%, porém, com a queda da ordem de quase 10%, isso comprometeu bastante o resultado no período e, por isso, as expectativas anteriores não se concretizaram”, concluiu Maria Cristina.

O setor prevê encerrar o ano com crescimento de 1,6%. Para o ano que vem, o crescimento previsto é em torno de 3,2%.

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