Reflexões da Redação
15 DE agosto DE 2019 - 12:55

Sobre o bem e o mal

Reflexão dos editores deste portal

Nem sempre é possível confiar no que sai publicado nas redes sociais. Porém, há alguns casos tão marcantes que nos fazem ir atrás, na tentativa de encontrar o autor antes de dar ao material a credibilidade que merece.

Este foi o caso que consideramos de grande relevância para reflexão dos leitores, e que repetimos neste espaço, especialmente neste momento de grande turbulência e insegurança política pelo qual o país continua passando.

Há algum tempo, viralizou na internet o vídeo de uma professora – Lúcia Helena Galvão, da escola de Filosofia Nova Acrópole – que, em sala de aula, afirmava a seus alunos que a institucionalização da debilidade, da mediocridade, do comodismo e da falta de compromisso geraria consequências cruéis para a sociedade.

Neste contexto, ela cita um filósofo e político britânico do século 19, Benjamin D’Israeli, que disse que uma sociedade só tem chance quando os homens de bem tiverem a mesma audácia dos corruptos.

Baseada nisso, a professora destaca que os debilitados moralmente, os marginais e os corruptos têm uma determinação fora do comum, enquanto os homens de bem praticam a lei do menor esforço.

Aqueles – especialmente os marginais – têm, na infância, disciplina e eficiência fora do comum que os faz mais fortes que os de classe média, que ficam na frente da televisão apertando botão. Desta forma, diz a professora, eles são mais capazes de sobreviver a uma situação dura.

Assim, a disciplina, a eficiência, a ordem e a capacidade de se preponderar sobre as circunstâncias vão fazendo com que aqueles grupos se potencializem, enquanto a lei do menor esforço vai fazendo com que os outros se debilitem.

As virtudes podem ser utilizadas como meios para fins criminosos. O problema é que os homens de bem estão sendo criados para serem débeis. Não têm organização, não têm determinação, não têm uma canalização de vida idealista. Confrontar estes dois grupos é um desastre, afirma.

E ela pergunta: onde as pessoas têm mais chance de serem atendidas mais rapidamente e com eficiência; por uma pessoa que está vendendo droga ou por alguém que está atendendo no serviço público? E ela insiste: tem alguma possibilidade de um cidadão buscar droga, por exemplo, e não ser atendido porque fornecedor está falando ao telefone com a namorada?

A própria professora responde: eficiência é virtude que faz com que as pessoas e os negócios cresçam; é fácil perceber que se está enfraquecendo, cada vez mais, o bem, e fortalecendo o mal, os moralmente debilitados e os corruptos. Isso é apavorante, finaliza.

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