Análise Econômica, Política & Social
30 DE julho DE 2019 - 20:57

Setor de máquinas tem queda em junho

As indústrias do setor de máquinas e equipamentos apresentaram queda de 6,1% nas vendas em relação ao mês anterior, e recuo de 12,1% em relação ao mesmo mês do ano passado, conforme dados anunciados pela Abimaq – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos.

O resultado de junho influenciou na taxa de crescimento acumulada do ano, que recuou de 7,5% (entre janeiro e maio) para 3,6% de crescimento (entre janeiro e junho).

O desempenho deste ano é baseado, principalmente, no mercado doméstico, que cresceu 10,2% no semestre. As vendas para o mercado externo registraram retração pelo terceiro mês consecutivo, com desempenho negativo de 8% na comparação com maio.

Com relação aos empregos, o mês de junho apresentou queda de 0,4% em relação a maio e aumento de 4,2% na comparação com junho de 2018. Neste ano, até o mês de maio, o setor vinha registrando aumento no número de contratações, mas em junho houve uma pequena redução, resultado do desaquecimento das atividades do setor. O setor conta atualmente com 307.526 pessoas ocupadas.

Para Mário Bernardini, diretor da Abimaq, no curto prazo o Brasil precisa aumentar os investimentos públicos para levar a economia à retomada do seu crescimento e não apenas aumentar o consumo.

“O crescimento econômico e a retomada do crescimento é prioridade número um desse país, mais do que as reformas. As reformas são meio importante para fazerem efeito a médio e longo prazo. O que tem que fazer a curto prazo é recuperar os investimentos”, disse.

Para ele, a recuperação dos investimentos passaria por fornecer maior segurança jurídica, por exemplo. “Tudo isso demanda um tempo, portanto não prevejo retomada dos investimentos privados e em infraestrutura antes de dois anos. Mas o Brasil não pode se dar ao luxo de ficar mais dois anos nessa situação de desemprego elevado”, afirmou.

Para ele, que faz questão de lembrar que o Brasil já teve sua experiência malsucedida no estímulo à demanda apartada do investimento na oferta, liberar recursos do FGTS é aplicar um ‘band aid’ em um paciente cujo caso requer quimioterapia.

“E a quimioterapia, neste caso, é investimento público em infraestrutura escolhendo aqueles setores que têm mais conteúdo em construção civil, que responde mais à fila do desemprego, e tocando as coisas que já estão prontas”, destacou Bernardini.

Foto da primeira página: Tâmna Waqued/Fiesp

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