Reflexões da Redação
3 DE julho DE 2019 - 11:43

Previdência: não dá mais para empurrar com a barriga

Reflexão dos editores deste portal

A população brasileira se aproxima dos 210 milhões de habitantes, espalhados pelos 5.570 municípios em todo o país, conforme dados do IBGE. O número é grandioso e, ao mesmo tempo, preocupante.

Numa avaliação mais detalhada, o Instituto mostra que a taxa de crescimento da população tem caído, mostrando como comparativo, por exemplo, o período de 2000 para 2001 quando o número de brasileiros cresceu 1,40%.

Neste contexto, o IBGE destaca que, de 2020 para 2021, a evolução deverá ser de 0,74% e, de 2029 para 2030, ficará em 0,47%. O estudo mostra, também, que, em 2047, a população deverá parar de crescer, passando a viver um processo de queda.

A projeção demográfica destaca que, daqui 28 anos, a população brasileira vai atingir seu limite máximo, estimado em 233 milhões de habitantes. A partir daí, deverá parar de crescer. Outro dado importante é que, lá em 2047, os idosos – com 65 anos ou mais – representarão 22,2% da população total (hoje são 10,44%).

Com estas informações, é possível perceber que a população, além de estar crescendo menos, está envelhecendo, o que carece de um cuidado muito especial. Num segundo instante, é possível concluir que o potencial da força de trabalho começará a reduzir, caindo, também, a contribuição previdenciária.

Isso, sem considerar o número de desempregados e subempregados, que, hoje, ultrapassa a marca dos 23 milhões de brasileiros, e que, provavelmente, não contribuem para a Previdência.

É momento, portanto, do Congresso Nacional pensar no futuro do país, deixando de lado a polarização e o revanchismo político que imperam entre os políticos. É fundamental, portanto, que se debrucem de forma séria sobre a questão da Previdência e aprovem a reforma posta.

O texto-base pode não agradar a todos, porém tem que ser discutido e ajustado sem cores e partidarismos, aproveitando o clima reformista do país. Se nada for feito agora, como será o rombo daqui a 10, 20, 30 anos? Uma resposta parece óbvia: a taxa de mortalidade, por falta de assistência, crescerá.

O Brasil dos nossos filhos, netos e bisnetos, precisará de uma política econômica forte, desenvolvida, pulsante, sem corrupção, capaz de dar respostas rápidas, sob risco de não conseguir abrigar de forma digna seus cidadãos.

A lista de necessidades é grande e as mudanças precisam começar agora. Ou seja, não dá mais para empurrar com a barriga.

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