Análise Econômica, Política & Social
24 DE outubro DE 2019 - 21:05

Pioram as condições das rodovias brasileiras

O estado geral das rodovias brasileiras piorou em 2019, segundo informações da Pesquisa de Rodovias da CNT – Confederação Nacional do Transporte – que revela que 59% da malha rodoviária pavimentada apresentam algum problema e foram considerados regulares, ruins ou péssimos.

A pesquisa de 2019 da entidade analisou 108.863 quilômetros de rodovias federais pavimentadas e os principais trechos de rodovias estaduais, destacando que o principal problema está na geometria da via. Esse critério leva em conta a presença de faixa adicional, curvas perigosas e existência de acostamento, por exemplo.

Com relação ao acostamento, 76,3% da extensão das rodovias pesquisadas foram classificados como problemáticos. O número de pontos críticos nas rodovias também aumentou 75% em 2019. Na pesquisa de 2018, a CNT identificou 454 pontos críticos. Esse número saltou para 797 em 2019.

Os pontos críticos são situações registradas ao longo da via que podem trazer graves riscos à segurança, como barreiras e ponte caídas e buracos grandes.

Segundo a CNT, dos 797 pontos críticos, 130 são erosões na pista, 26 são quedas de barreiras e 639 são trechos com buracos grandes. A pesquisa ainda encontrou duas pontes caídas nas rodovias pesquisadas.

O diretor-executivo da CNT, Bruno Batista, afirmou que o grande aumento dos pontos críticos mostra um colapso nas obras das rodovias. Segundo ele, as obras têm durabilidade “finita” e a ausência de manutenção provoca o desgaste.

A pesquisa estima que a recuperação das rodovias no Brasil, com ações emergenciais, de manutenção e de reconstrução exigiria R$ 38,6 bilhões em investimentos.

Em 2019, segundo dados da CNT, o governo federal autorizou o investimento de R$ 6,2 bilhões nas rodovias. Desse total, R$ 4,78 bilhões foram investidos até setembro. Para Batista, só para a manutenção das rodovias, a CNT estima ser necessário o investimento de R$ 15,8 bilhões.

Ele afirmou que a entidade vê com preocupação a proposta de orçamento para o Dnit – Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte – para 2020, de R$ 4,71 bilhões.

“A tendência é que se não houver um grande esforço a gente corre o grande risco de voltar à era do tapa-buraco, o que é muito negativo”, disse.

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