Reflexões da Redação
14 DE março DE 2019 - 8:38

Os brasileiros precisam já de uma nova Previdência

Reflexão dos editores deste portal

A população brasileira se aproxima dos 210 milhões de habitantes, espalhados pelos 5.570 municípios em todo o país, conforme dados atualizados do IBGE. O número é grandioso e, ao mesmo tempo, preocupante.

Ao mesmo tempo, numa avaliação mais detalhada, o Instituto mostra que a taxa de crescimento da população tem caído, mostrando como comparativo, por exemplo, o período de 2000 para 2001 quando o país registrou crescimento 1,40%.

Neste contexto, o IBGE destaca que de 2020 para 2021 a evolução deverá ser de 0,74% e de 2029 para 2030 ficará em 0,47%. O estudo mostra, também, que, em 2047, a população deverá parar de crescer, passando a viver um processo de queda.

A projeção demográfica é de que, daqui 28 anos, a população brasileira vai atingir seu limite máximo, estimado em 233 milhões. A partir daí, deverá parar de crescer. Outro da importante é que lá em 2047, os idosos – com 65 anos ou mais – representarão 22,2% da população total (hoje são 10,44%).

De posse destas informações, é possível perceber que a população, além de estar crescendo menos, está envelhecendo, o que carece de um cuidado muito especial. Num segundo instante, será possível concluir que o potencial da força de trabalho começará a reduzir, caindo, também, a contribuição previdenciária.

Isso, sem considerar o número de desempregados e subempregados, que ultrapassa hoje fácil a marca dos 22 milhões de brasileiros, e que, provavelmente, não contribui para a Previdência.

É momento, portanto, do Congresso Nacional pensar de verdade com a cabeça no futuro do país, deixando de lado o revanchismo provocado pelas últimas eleições. É fundamental que os senhores senadores e deputados se debrucem de forma séria sobre a questão da Previdência e promovam a reforma tão necessária e esperada.

O texto inicial apresentado pode não agradar a todos, porém tem que ser discutido e ajustado sem cores e partidarismos, aproveitando o clima reformista do país. Se nada for feito agora, como será o rombo daqui a 10, 20, 30 anos? Uma resposta parece óbvia: a taxa de mortalidade, por falta de assistência, crescerá. Ou seja, não dá mais para empurrar com a barriga.

Este será o Brasil dos nossos filhos, netos e bisnetos, que precisarão de uma política econômica forte, desenvolvida, pulsante, sem corrupção, capaz de dar respostas rápidas, sob o risco de não conseguir abrigar de forma digna seus cidadãos. Dignidade essa que se resume, entre outras necessidades, em saúde, educação, emprego, moradia, etc., etc…

A lista é grande para não se começar as mudanças agora. É preciso deixar de lado os velhos e carcomidos métodos, salvo mínimas exceções, do toma lá, dá cá.

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