Reflexões da Redação
8 DE novembro DE 2019 - 18:20

O Brasil de luto

Opinião dos editores deste portal

A decisão de seis juízes do STF, que, na realidade, não representam os brasileiros, pois não foram escolhidos e sim indicados por presidentes da República, falou mais alto que o pensamento da grande maioria dos homens e mulheres de bem do país.

Ao mudarem o entendimento dado três anos atrás ao dispositivo da Constituição sobre a prisão de um réu após condenação em segunda instância, estes doutos senhores de toga permitiram que envolvidos em delitos diversos, e especialmente os corruptos, dessem mais uma cartada e vencessem, colocando o Brasil de luto.

Leigos que somos, porém atentos aos cenários do país, não conseguimos compreender a lógica dos ditos ministros, que, usando um palavrório embolado, muitas vezes com sentido duplo e dúbio, buscaram uma saída para seus votos, gritantemente contrários principalmente às decisões da Lava Jato.

Diante desse descalabro, que só serve para desestruturar o que se tem construído desde 2016, e que levou à prisão corruptos e corruptores que quase levaram o Brasil ao fundo do poço, com desvios multi-milionários de estatais e outras estruturas do país, com destaque para a Petrobrás, políticos se tornaram, ao lado de empreiteiras, o alvo principal da roubalheira institucionalizada.

Neste contexto, cabe aqui recordarmos uma frase que ressoa nos ouvidos dos brasileiros há mais de 55 anos, que teria sido dita por Charles de Gaulle à época da chamada guerra da lagosta: “o Brasil é um país que não deve ser levado a sério”.

Só para não deixar o assunto solto, não houve guerra alguma, mas, sim, um embate diplomático com pequena mobilização das marinhas dos dois países em mares territoriais brasileiros, sem que um ‘traque’ tenha sido disparado.

Passados tantos anos, diante deste último fato que envolveu os instáveis representantes da mais alta Corte do país, fica difícil refutar as palavras do presidente francês, especificamente nesta situação.

Não percebem os senhores juízes que suas decisões afetam a integridade de uma Nação indubitavelmente séria e constituída por bravos cidadãos e empresas que buscam sobreviver diariamente diante das intempéries.

Saibam os titulares das togas que somos homens e mulheres que presam pela ética, pela moral, pela seriedade e pela dignidade. Agimos de forma a combater a corrupção, as atitudes ilegais, irresponsabilidades administrativa e política, além da radicalização e da falta de entendimento.

Não se esqueçam, senhores, que foram colocados em seus postos para trabalharem pelo país e não para defender suas causas e ideias próprias. Sobre isso, tenham em mente que a Lava Jato já é uma instituição apoiada pelos brasileiros de bem, que querem o fim de tantos ilícitos contra o país.

Ou seja, a Lava Jato é programa de Estado, não de Governo. Portanto, não pode sofrer descontinuidade, pois é uma demanda da sociedade brasileira.

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