Análise Econômica, Política & Social
24 DE abril DE 2019 - 15:23

Momento de esperança

Por João Carlos Marchesan, empresário e presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ/SINDIMAQ

O setor de máquinas e equipamentos vive um momento particularmente importante, onde os sinais de crescimento dos números setoriais começam a aparecer, confirmando a expectativa de que a indústria fabricante de máquinas e equipamentos deverá crescer em 2019, tanto ou mais do que em 2018, puxada pela retomada do mercado interno.

Este otimismo com relação à expectativa de crescimento, neste momento se deve ao otimismo do país com a eleição democrática de um novo governo, e de nosso esforço junto a ele no sentido de levar estudos e sugestões que visam aumentar a competitividade da indústria brasileira como um todo, e do nosso setor em particular.

Neste início de ano elaboramos e entregamos às várias instâncias de governo o documento “agenda de competitividade-2019” com sugestões de ações visando a melhoria da economia. Atualmente nos deparamos com várias nações desenvolvidas criando suas políticas industriais como o “American First” nos Estados Unidos, o “Vision Fund” do Japão e o “Made in China 2025”, assim como a Alemanha propôs o documento “National Industrial Strategy 2030”. Estes países são exemplos de nações que reconhecem a importância da indústria em suas economias.

Me permito aqui chamar a atenção de todos os leitores para uma reflexão. Todas as 10 economias mais ricas do mundo contam com uma indústria de máquinas e equipamentos desenvolvida. Nossa atitude é e sempre será no sentido de colaborarmos com nossas autoridades, demonstrando a relevância da indústria em geral e, em particular, a indústria de máquinas e equipamentos.

A indústria será sempre o vetor do crescimento, e a indústria de bens de capital o vetor do aumento da produtividade de nossa economia. Concordamos com o ministro Paulo Guedes quando ele afirma que os industriais são os heróis da resistência. E com sua frase que viralizou, quando disse que “os empresários brasileiros têm uma bola de ferro na forma de impostos na perna direita, outra de juros na perna esquerda e carregam nas costas um piano de encargos sociais e trabalhistas.

Apoiamos a indispensável reforma da previdência que reduzirá o deficit fiscal abrindo espaço para redução dos juros. Os juros altos são, sem dúvida, o maior problema de nossa economia. Este governo precisa e deve tratar o tema do crédito e dos juros como prioridades.

O governo precisa também, avançar com a discussão sobre a reforma tributária, com foco em um sistema que traga justiça, simplificação, transparência e acima de tudo desoneração dos investimentos e das exportações e diminuir os custos indiretos das folhas de pagamento.

Entendemos com isso, que o governo deve continuar na agenda de destravamento dos investimentos e a melhoria da infraestrutura.

A sociedade brasileira está certamente preocupada com o déficit da previdência que ameaça seu futuro, mas está mais preocupada ainda com seu presente, ou seja, com seu bem estar e sua qualidade de vida, que se traduzem na oferta de bons empregos, na segurança, numa educação de qualidade e num bom atendimento na saúde pública, anseios possíveis de serem atendidos somente num cenário de forte retomada do crescimento.

Aguardamos, portanto, ansiosamente por esse novo momento na economia brasileira.

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