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6 DE março DE 2018 - 13:30

Mapa Estratégico da Indústria pode melhorar a renda

A CNI – Confederação Nacional da Indústria – está elaborando 42 documentos com propostas para os candidatos às eleições de 2018. As sugestões serão baseadas no Mapa Estratégico da Indústria 2018-2022.

O estudo apresentado pela CNI é uma agenda para o Brasil, pois visa à construção, nos próximos anos, de uma economia mais produtiva, inovadora e integrada ao mercado internacional.

“Não há tempo a perder. O país precisa avançar”, disse o diretor de Políticas e Estratégia da CNI, José Augusto Fernandes, durante a apresentação do Mapa. Ele explicou que, com a implementação das propostas do Mapa, a renda média dos brasileiros (PIB per capita) aumentará dos cerca de US$ 14 mil ao ano para US$ 50 mil em 2054. Ou seja, o país levará ainda 38 anos para se aproximar da renda atual de Estados Unidos, Holanda e Suíça.

Caso as ações propostas não sejam implementadas, o Brasil levará 85 anos para ter uma renda per capita de US$ 50 mil, informou Fernandes. “Basta de complacência com o real potencial de crescimento do país e da indústria”, destacou. “O desafio está em nossas mãos. Muitas das restrições que afetam o desenvolvimento da economia são internas”.

De acordo com Fernandes, há cinco desafios que o Brasil precisa vencer nos próximos anos para crescer de forma sustentada. O primeiro é o equilíbrio fiscal, que depende da reforma da Previdência, do controle e da eficiência dos gastos públicos.

O segundo é a melhora do ambiente de negócios e a redução da burocracia. O terceiro é a reforma tributária, pois o atual sistema de arrecadação de impostos penaliza os investimentos e eleva os custos das empresas. O quarto é a segurança jurídica e, o quinto, a reindustrialização com o aumento da produtividade e da inovação nas empresas.

Fernandes explicou que desde o lançamento da versão anterior do Mapa, que se referia ao período 2013-2022, o país avançou em algumas áreas e retrocedeu em outras.

Como exemplo dos avanços, ele citou a reforma trabalhista, a lei que acabou com obrigatoriedade da Petrobras de ter participação mínima de 30% nos consórcios do pré-sal e de ser a operadora única nos campos de exploração de petróleo e a legislação que visa à atração do capital estrangeiro para obras de infraestrutura. No entanto, o Brasil não conseguiu enfrentar a agenda macroeconômica.

Acesse o Mapa Estratégico da Indústria 2018-2022 em http://www.portaldaindustria.com.br/cni/canais/mapa-estrategico-da-industria/

Fonte: Agência CNI de Notícias

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