Análise Econômica, Política & Social
17 DE dezembro DE 2018 - 23:45

Indústria têxtil tem queda de 2% no ano, mas deve crescer 3% em 2019

Dados divulgados pela Abit – Associação Brasileira de Indústria Têxtil – mostram que a produção têxtil nacional fechou o ano com queda de 2%. A baixa na produção têxtil foi pressionada pelo aumento nas exportações e a queda nas importações.

Segundo o presidente da entidade, Fernando Pimentel, o ano começou bem. Porém, a greve dos caminhoneiros, a Copa do Mundo e as incertezas políticas fizeram o setor registrar quedas, como perda de margens de lucro e endividamento de empresas.

Além disso, o aumento dos custos de matéria-prima, como o algodão, e da energia elétrica pressionaram as margens de lucro das grandes empresas e aumentaram a dívida das pequenas. Os produtores não conseguiram repassar o valor ao consumidor.

“Empresas mais saudáveis reprimiram margens e reduziram investimentos. As [empresas] de menor porte sofreram mais e estão mais endividadas. Isso é um fator que pode limitar uma resposta positiva em 2019. Mas se a economia retomar e novos pedidos começarem a entrar para as empresas, isso pode incentivar a tomada de crédito até mesmo para capital de giro. Para o setor, é o que dá continuidade para as operações”, disse Fernando Pimentel.

De janeiro a outubro, a indústria têxtil cortou 2,8 mil postos de trabalho. Em Minas Gerais, terceiro maior produtor do Brasil, houve 768 demissões. O estado é responsável pela geração de 90 mil empregos formais, com 7 mil empresas no setor e faturamento anual de R$ 18 bilhões.

Apesar dos resultados negativos, alguns fatores trazem projeções positivas. A retomada do crédito, o controle da inflação e os juros baixos, aliados às expectativas do novo governo eleito. Neste contexto, a Abit, projeto que a produção têxtil deve crescer 3% em 2019.

“A troca do governo gera expectativas de melhora, mas existem fatores, como taxa de juros baixa, inflação comportada, volta de crédito, ociosidade da economia e o fato de a economia já estar crescendo, mesmo que não seja como esperávamos, que reforçam essa expectativas, e há espaços para retomada. Se a economia andar e as reformas caminharem, o grau de confiança aumenta. Uma parte é a expectativa, mas outra parte é a baseada nesse indicativos”, disse Pimentel.

Fonte: site Abit

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