Reflexões da Redação
6 DE janeiro DE 2018 - 13:32

Indústria mostra recuperação ainda lenta

Reflexão dos editores deste portal

Ao que tudo indica, a indústria brasileira começa um processo definitivo de recuperação. Pelo menos é o mostram os dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) divulgados pelo IBGE, que registram que a produção industrial do país avançou 0,2% no mês de novembro passado, pouco acima das analises prévias de economistas.

Diante desse desempenho, a indústria brasileira acumulou crescimento de 2,3% em 2017, com aumento de 2,2% nos 12 meses encerrados em novembro. Neste caso, é o melhor resultado em quatro anos nessa base de comparação.

Segundo o IBGE, os principais resultados foram obtidos no setor de produtos farmoquímicos (6,5%), papel e celulose (+2,3%), metalurgia (+2,2%), perfumaria e higiene (+1,9%), produtos alimentício (+0,7%). Grande parte desses números reverte quedas anteriores e reforça a avaliação de que a indústria está mais forte e que o pior da crise está ficando para trás.

De outubro para novembro, foram observadas altas nas produções de bens intermediários, ou seja, os insumos industrializados para o setor produtivo (1,4%) e de bens de consumo duráveis (2,5%). Os bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos, se mantiveram estáveis de um mês para o outro, enquanto os bens de consumo semi e não duráveis recuaram 1,6%.

Ouros segmentos que apresentaram redução em novembro: o setor de bebidas (-5,7%) teve o principal impacto negativo sobre a média global da indústria. Também apresentaram quedas relevantes os setores de artigos de vestuário e acessórios (-5,8%), máquinas e equipamentos (-1,4%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-0,7%).

Como disse o coordenador de indústria do IBGE, André Macedo, são resultados que mostram que a indústria está se recuperando, mas de forma gradual e lenta. Ele lembra que o setor ainda está muito distante de retomar as perdas dos últimos anos.

Entretanto, a nosso ver, para efetivar esta recuperação, é preciso que o país crie as condições para garantir a continuidade dos investimentos privados na produção e na infraestrutura. E isso – como defendem os empresários – depende da reforma da Previdência e outras medidas estruturais que possam garantir o equilíbrio permanente das contas públicas e o ambiente de negócios.

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