Indústria em movimento
26 DE junho DE 2019 - 11:19

Flex do Brasil investe R$ 1,5 milhão em nova máquina para aumentar produtividade

A mais nova máquina para produção de molas ensacadas e sistemas de molejo no país começou a funcionar neste mês em Limeira/SP, na planta industrial da Flex do Brasil. Fabricante dos colchões das marcas Simmons, Flex e Epeda, a empresa investiu aproximadamente R$ 1,5 milhão no equipamento, que lhe proporcionará ganhos em produtividade, custos e flexibilidade.

O aporte chama a atenção ante o cenário adverso. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no primeiro trimestre de 2019 a atividade industrial no país recuou 0,7% em relação ao quarto trimestre do ano passado. Os investimentos registraram queda de 1,7%.

“Enquanto o mercado mantém a cautela, à espera de sinais mais claros de como a economia vai se comportar, o Grupo Flex continua apostando no Brasil”, declara Edson Ayub, Diretor Geral da empresa.

No final de 2018, a Flex já havia promovido a estreia de outra aquisição para seu parque industrial: uma linha para enrolar colchões de molas e acondicioná-los a vácuo em filme plástico, que facilita a movimentação dos produtos e o transporte pelo consumidor. Essa novidade já pode ser vista em lojas da rede de móveis e decoração Etna.

A máquina recém-instalada permitirá à Flex produzir molas ensacadas de variadas alturas, bem como formar suas respectivas armações (molejos). “Antes, utilizávamos três equipamentos para essas tarefas. Agora, uma única máquina poderá atender a todas as nossas necessidades, o que representa o dobro da capacidade de produção diária de molejos”, detalha Dirceu Tomaz, Coordenador de Processos e Qualidade da Flex do Brasil.

Tomaz destaca que a nova máquina facilita os setups, sobretudo pela possibilidade de armazenar configurações numa biblioteca virtual. As trocas de trabalhos são rápidas, eliminando a necessidade de inserção de informações a cada mudança. Os comandos são todos feitos via CLP (controlador lógico programável).

“Conseguimos indicar a quantidade desejada de produção e a máquina tem parada automática ao fim do ciclo. Outra característica importante é que alarmes nos avisam quando os insumos estão próximos de acabar. O equipamento incorpora diversos elementos à prova de falha que auxiliam toda a operação”, comenta Tomaz.

Graças à aquisição, a Flex pode repaginar o seu chão de fábrica. O espaço agora apresenta melhor separação entre etapas produtivas e o workflow está todo demarcado. A maior capacidade de armazenagem permitiu à empresa organizar os molejos prontos, por medidas, em buffers (pulmões) dimensionados de acordo com a necessidade diária de produção. “Em outras palavras, instituímos um kanban”, define Tomaz, referindo-se ao sistema de abastecimento e controle de estoques consagrado pela Toyota.

O Coordenador de Processos e Qualidade da Flex do Brasil observa ainda que a produção é beneficiada pelo fato de a nova máquina acomodar um volume maior de insumos, diminuindo a frequência de trocas de materiais como bobinas de TNT (tecido não tecido, utilizados para envolver molas) e rolos de arame. “Essa parte de alimentação da máquina também tem recursos importantes, como uma seladora automática que realiza a união de rolos, dispensando ajustes manuais”, delineia Tomaz.

Todas as vantagens trarão quedas de custos que serão determinadas com o andar dos trabalhos. “É certo que teremos uma economia expressiva. Contudo, os ganhos em nosso sistema de qualidade e em toda a logística fabril são os pontos mais importantes”, afirma Edson Ayub. Segundo o Diretor Geral da Flex do Brasil, os incrementos do parque industrial não param por aqui. “Seguiremos investindo para melhorar nossas operações e elevar ainda mais os padrões de nossos produtos”.

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