Indústria em movimento
9 DE maio DE 2019 - 12:23

Exatron planeja dobrar exportações com linha de automação residencial

Sediada há três meses em sua nova fábrica, no Parque Canoas de Inovação, a Exatron deu início à produção da primeira linha de produtos para automação residencial de baixo custo no país, a My House. Com o lançamento, a empresa pretende dobrar o percentual do faturamento oriundo das exportações até final de 2019, passando, dos atuais 4%, para 8%.

“Por ser um padrão mundial com protocolo compartilhado por fabricantes do mundo inteiro, a linha My House foi concebida para ser comercializada globalmente”, explica Régis Haubert, diretor superintendente da Exatron. “Com isso apostamos em dobrar as exportações”.

Atualmente, os países que recebem os produtos da Exatron são Uruguai, Paraguai e Bolívia, que contam com benefícios fiscais. Haubert explica que existem questões culturais que dificultam a entrada de produtos em países como os Estados Unidos, por exemplo, onde as pessoas não têm o hábito de utilizar sensores de presença, que é um dos produtos mais exportados pela empresa. Mas destaca que o cenário deve mudar com a linha My House.

“A automação residencial é um fenômeno mundial. É a tecnologia dentro das casas, facilitando o dia a dia das pessoas e também proporcionando mais segurança. E como nossa proposta é oferecer produtos de baixo custo e de fácil manuseio, estamos otimistas com o cenário”, destaca Haubert.

São 12 produtos de fácil instalação e sem grandes intervenções, propiciando a programação de cenários, agendamentos e cercamento eletrônico. O My House inclui sensores de presença, smart tomada, smart sender, smart lamp, dimmer touch, interface infravermelho para comando de áudio e vídeo e ar-condicionado, controle de cortina-janela e relé fotoelétrico.

Desenvolvido para os sistemas iOS, Android e web, através do aplicativo o usuário pode programar as funções dos produtos, agendamentos e cenários, tendo controle da residência de forma presencial ou a distância.

Hoje, segundo a Aureside – Associação Brasileira de Automação Residencial -, cerca de dois milhões de residências brasileiras já têm potencial para utilizar sistemas automatizados, gerando alta eficiência energética, segurança e conforto. O número que de fato o faz, porém, não chega a 20% desse total. Globalmente, a automação residencial deve crescer de U$ 32 bilhões em 2015 para U$ 78 bilhões em 2022, uma taxa anual de 12,5%.

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