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4 DE outubro DE 2019 - 12:37

Energia solar fotovoltaica atinge recorde de geração no Nordeste

A energia solar fotovoltaica acaba de alcançar um recorde histórico no Nordeste do País. As usinas fotovoltaicas da região tiveram um pico de produção da ordem de 94% no fator de capacidade instantâneo, suficientes para abastecer 10,3% de toda a demanda por eletricidade nos estados nordestinos.

Segundo mapeamento da ABSOLAR – Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica -, os estados nordestinos possuem 1,2 gigawatt (GW) de capacidade instalada de geração solar fotovoltaica e a e máxima diária chegou a 1,13 GW, com o pico de produção registrado no dia 25 de setembro deste ano, às 11h57.

De acordo com a entidade, o Brasil possui 2,2 GW de potência instalada operacional em usinas solares fotovoltaicas, o equivalente a 1,3% da matriz elétrica do país. Atualmente, ocupa a posição de 7ª maior fonte do Brasil, à frente da nuclear, por exemplo, com 1,9 GW (1,1%) provenientes das usinas de Angra I e Angra II, localizadas no Rio de Janeiro.

As usinas solares fotovoltaicas de grande porte operam em nove estados nas regiões Nordeste, além do Sudeste e Norte do País, com destaque para Bahia, Minas Gerais e Piauí.

São 73 projetos de geração centralizada solar fotovoltaica em operação, contratados por meio de leilões de energia elétrica do Governo Federal. Segundo a ABSOLAR, os investimentos acumulados no Brasil neste segmento são de aproximadamente R$ 23,2 bilhões.

Para o CEO da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, a região Nordeste destaca-se pelo alto potencial de geração solar fotovoltaica, constituindo-se em um dos locais mais atrativos do mundo para investimentos em usinas de grande porte. “Aliás, o Brasil possui um dos melhores recursos solares do planeta, com fator de capacidade médio para geração fotovoltaica 54% maior do que no resto do globo”, lembra Sauaia.

Já o presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, Ronaldo Koloszuk, ressalta que a energia solar fotovoltaica tem se tornado cada vez mais estratégica ao País, à medida em que assume um protagonismo presente no abastecimento energético brasileiro. “Certamente, a fonte solar fotovoltaica é hoje uma das grandes soluções para o tão desejado crescimento econômico no território nacional”, aponta.

“Também incluo nesta análise a geração distribuída fotovoltaica, que representa cerca de um terço de tudo o que o País produz de energia solar e contribui de forma expressiva para a geração de emprego e renda ao longo não só da região Nordeste, mas de toda a nação”, conclui Koloszuk.

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