Análise Econômica, Política & Social
24 DE setembro DE 2018 - 10:33

Dos alicerces à manufatura do futuro

Por Alex Etevaldo da Silva, diretor de Qualidade e Confiabilidade do Produto da Marcopolo

O Brasil acaba de atravessar, quem sabe, a pior crise econômica das últimas décadas. Muitas organizações precisaram realizar verdadeiras façanhas para se manter vivas durante o amargo período de instabilidade e algumas, infelizmente, não conseguiram se adaptar às novas exigências de qualidade, produtividade e competitividade, vindo a cerrar as operações.

Ao mesmo tempo em que acompanharam as discussões sobre tendências tecnológicas, como realidade aumentada, internet das coisas, impressão 3D e outras tantas que são demandadas pela indústria 4.0, muitas empresas tiveram de rever as estruturas como forma de sobreviver à crise. Além de escassos recursos, muito se perdeu em termos de mão de obra e cadeia de suprimentos.

Pois bem, a economia brasileira já começa a apontar uma retomada do crescimento, embora modesto – movimento em que a manufatura pode mais uma vez assumir a função de mola propulsora, sendo agente promotor do aumento de produtividade e qualidade. Para tanto, as organizações precisam ter criatividade e foco no aumento da competividade.

É fato que as empresas estão em diferentes estágios nesta jornada da competividade: enquanto algumas necessitam voltar às bases da manufatura para fortalecer a estrutura, com a revisão de controles típicos como gestão de operações, outras já apresentam patamar de estabilidade, que as habilita a iniciarem o processo de transição e avançarem em direção à manufatura do futuro.

Hoje os times de manufatura já precisam adaptar as organizações para as tendências da mobilidade. Como converter uma fábrica de componentes de motores a combustão para fabricar também motores elétricos com o menor valor de investimento possível? Essa adaptação na manufatura passa pela indústria 4.0, cujo grande diferencial é justamente a flexibilidade com baixo investimento.

Grandes fábricas, acostumadas a produzir um só tipo de componente, também já passam por adaptações com foco na fabricação de múltiplos componentes, conforme as demandas dos clientes. Na medida em que a produtividade e a qualidade aumentam de forma considerável, as empresas se tornam as mais competitivas neste tempo em que as expectativas dos clientes não param de aumentar.

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