Reflexões da Redação
Tiririca

Tiririca envergonhado com os políticos brasileiros

Nossa última reflexão aqui neste espaço tratava da necessidade e da urgência de se votar a reforma da Previdência, e dizíamos que se não ocorresse agora, a chance de ser apreciada em 2018 - ano de eleições - seria praticamente nula. E justificávamos afirmando que a esmagadora maioria dos políticos morre de medo de não conseguir se reeleger, perdendo a boquinha, o salário, as mordomias e os empreguinhos dos seus apaniguados, deixando de lado o que é verdadeiramente importante para tirar o Brasil definitivamente do atoleiro em que foi metido. A recente atitude do Deputado Federal Tiririca veio para nos fazer acreditar que algo pode estar mudando no Congresso Nacional. Julguem importante ou não, Tiririca - eleito em 2010 e 2014, com resultados expressivos que ultrapassaram um milhão de votos - fez nesta semana o seu primeiro e último discurso em plenário. Decepcionado com a política, o artista popular anunciou que está abandonando a vida pública, classificando a atuação dos seus colegas deputados de vergonhosa. "Estou saindo triste para caramba. Estou saindo muito chateado, muito chateado mesmo com a nossa política, com o nosso Parlamento”, disse. Gostem ou não, ele disse o que todos os parlamentares sabem, mas preferem não se expor para manter a cômoda situação. Talvez sejamos tão ingênuos quanto Tiririca, acreditando que algo pode mudar. [clique no título para ler a íntegra]

Congresso

Políticos distantes dos interesses do país

Pesquisa da Folha de S. Paulo apontou que cerca de 220 deputados dizem que votarão contra a reforma da Previdência, o que significa que a proposta, se levada a plenário, não alcançará os votos necessários para aprovação. Apesar de todo esforço do governo, dificilmente as lideranças partidárias conseguirão mudar esse posicionamento e a votação deverá ser adiada. Se não acontecer agora, a chance de voltar a ser tratada em 2018 é praticamente nula, pois a maioria dos políticos morre de medo de não se reeleger. São verdadeiros sanguessugas, preocupados em resolver suas vidas e dos seus familiares e penduricalhos. O Brasil está, aos poucos, saindo da crise e, como avaliam os economistas, especialistas e empresários, mesmo que em ritmo modesto e com os investimentos retraídos, a economia está tomando o caminho da recuperação, porém são unânimes em cobrar a aprovação de reformas que levem o país ao crescimento sustentado. No caso da indústria, a melhoria é fruto exclusivo dos esforços das empresas que têm conseguido resultados importantes. Assim, votar a reforma da Previdência torna-se fator fundamental à recuperação, pois nenhuma empresa continuará investindo num ambiente fragilizado pela falta de interesse dos parlamentares em trabalhar pelos interesses do país. [clique no título para ler a íntegra]

Produção Industrial melhora

Melhora confiança da indústria

Se o ambiente político do país não anda nada bem, por conta da instabilidade causada pelas seguidas revelações de envolvimento de membros do parlamento e do executivo em falcatruas, corrupção e desvios de dinheiro, a indústria brasileira vai procurando escapar de toda essa confusão, buscando formas de sobreviver neste hostil ambiente. Esta situação está refletida diretamente no resultado da pesquisa realizada pela CNI - Confederação Nacional da Indústria -, com 2.980 indústrias em todo país que mostra que melhorou a percepção dos empresários sobre o desempenho atual dos negócios e da economia. O resultado aponta que o ICEI - Índice de Confiança do Empresário Industrial - subiu neste mês para 56,5 pontos e alcançou o maior valor desde abril de 2013, período que antecedeu o início da atual crise econômica. A CNI destaca que o aumento da confiança em novembro é resultado, especialmente, da melhora da percepção dos empresários sobre as condições atuais dos negócios e da economia, com a redução dos juros, da inflação e do desemprego. A grande expectativa dos empresários, neste momento, volta-se para as discussões e aprovação da reforma da Previdência, que, certamente, ao lado da nova legislação trabalhista, dará um novo impulso ao desenvolvimento e crescimento industrial e do país. [clique no título para ler a íntegra]

Pasquim 1977

“Brasileiro é tão bonzinho”

Há 40 anos, em dezembro de 1977, o jornal Pasquim estampava em sua primeira página a celebre frase “Brasileiro é tão bonzinho” proferida à época pela atriz Kate Lyra, que fazia a americana inocente em programas de humor na TV. Na capa, Kate reproduz a frase e Pelé, sim, Pelé, retruca: “É... mas não sabe votar...”. Hoje - a pouco menos de doze meses das eleições do ano que vem - já estamos ensurdecidos diante de tanta asneira que somos quase que obrigados a ouvir de políticos dos mais diferentes partidos em suas aparições nos intervalos comerciais das emissoras. Os partidos - muitos deles desconhecidos - tentam demonstrar que têm a solução para resolver todas as dificuldades e crises pelas quais o país vem passando, porém, percebe-se que só estão ocupando o espaço gratuito. Falam por falar pois não têm programas concretos de governo. O problema é que, com essa falácia, acabam convencendo os brasileiros menos avisados, que passam a acreditar que ali está surgindo um salvador da pátria, capaz de dar um choque geral na situação e fazer o país mudar da água para o vinho, do dia para a noite. Diante do que temos visto e ouvido, passados 40 anos, somos obrigados a reafirmar que o brasileiro, mais uma vez, se prepara para cair na armadilha dos maus políticos e continuar a votar errado. [clique no titulo para ler a íntegra]

Infraestrutura Brasil

Infraestrutura: investir é fundamental

Há um consenso entre empresários, economistas e especialistas de que um país que despreza a importância da infraestrutura está fadado a travar as possibilidades de crescimento e desenvolvimento. Porém, da forma como as coisas estão sendo levadas pelos homens que comandam os destinos do Brasil, fica difícil vislumbrar que providências estruturais importantes sejam tomadas. Nossas estradas, aeroportos, portos, energia, entre outros, vivem - não é de hoje - uma situação de penúria, o que repercute na competitividade do país e das empresas, gerando perdas irreparáveis, com reflexo na atração de investimentos. Em função disso, o governo acabou lançando mão dos processos de privatização e concessão, decisivo para recuperação da infraestrutura, pois, além de contar com maior capacidade de mobilização de recursos, o setor privado é mais flexível e consegue responder rapidamente a oportunidades de mercado. Se nada for feito agora, o país corre o risco de parar. Porém, nos próximos doze meses, sob a égide das eleições de 2018, os parcos recursos do orçamento oficial, dificilmente serão aplicados em obras e serviços que atendam aos anseios dos brasileiros, especialmente nos próximos meses que antecedem as eleições de 2018. [clique no título para ler a íntegra]

Corrupção

CORRUPÇÃO: palavra de 2017

Tanto se falou, que CORRUPÇÃO foi escolhida por 37% dos brasileiros como a palavra do ano. Foram tantas prisões, mandados de busca e apreensão registrados, que a população nem pestanejou. Cravou CORRUÇÃO na cabeça! Esse foi o resultado da pesquisa #PalavraDoAno realizada pela Consultoria CAUSE em parceria com o Instituto Ideia Big Data. Segundo eles, a escolha reflete a ideia de descrença que marca o espírito dos cidadãos com relação aos acontecimentos de 2017. E não seria outro o sentimento dos brasileiros, que, aos poucos vêm tomando consciência de tudo de errado que se tem visto no país sob o comando de maus políticos, governantes inescrupulosos e empresários gananciosos. Neste contexto, está mais do que na hora dos brasileiros acabarem com a carreira de determinados políticos, figurinhas carimbadas que comandam seus partidos por anos a fio e que determinam os destinos das eleições. É importante que se espalhe aos quatro ventos que esses maus políticos, quando eleitos, montam seus esquemas para se locupletarem, angariando fortuna para gerações futuras de seus familiares. Ainda bem que temos a Lava Jato, que, mais dia menos dia vai pegar todos e torná-los inelegíveis. Espera-se que o novo delegado-geral da Polícia Federal não mude o roteiro até aqui vencedor. Para 2018, temos que buscar uma nova #PalavraDoAno. Que tal ESPERANÇA? [clique no título para ler a íntegra]

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