Reflexões da Redação
manifestações

Uma resposta a Gregorio Duvivier

"Duvivier, entendo sua revolta. Quem disse que o povo não está nas ruas? Está, sim, com currículo embaixo do braço procurando emprego. O povo quer paz, quer tocar a vida. O PT já conseguiu o que queria: convencer sua militância a entoar esse blá-blá-blá de golpe". Esta foi a mensagem de Maria Regina, coordenadora deste portal, publicada no jornal Folha de S. Paulo (carta do leitor do dia 17 de maio), em resposta ao artigo “Faltou combinar com os russos” de Gregorio Duvivier, o articulista das segundas-feiras do caderno Ilustrada daquele periódico, onde ele trata, entre outras coisas, da atual ausência dos manifestantes favoráveis ao impeachment nas ruas.

Young businessman with hands on back of his head worried because of business failure

PIB para 2016 tem nova queda

Ainda é prematuro fazer qualquer previsão sobre como serão os próximos meses para a economia brasileira, agora administrada pelo governo interino do presidente Michel Temer. Porém, mal ocorreu a mudança e o boletim Focus/BC, já chega com mais uma perspectiva de retração do PIB para 2016. Na semana passada, quando ainda não havia ocorrido a decisão do Senado pela admissibilidade do processo de impeachment, os economistas consultados previam que o PIB deste ano apresentaria queda de 3,86%. Hoje, o mercado piorou sua expectativa para 3,88%. Nesta mesma pesquisa, os analistas mantiveram as previsões para a inflação (em 7% - ainda acima do teto da meta), para a taxa de juros (13%) e para o dólar (R$ 3,70). Provavelmente, no boletim da semana que vem o mercado terá uma avaliação melhor, que, certamente, servirá de balizador para o novo governo.

Reforma

O primeiro dos próximos (até) 180 dias

O Senado Federal aprovou nesta madrugada, por 55 votos a 22, a admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A partir deste ato, Dilma ficará afastada temporariamente por até 180 dias, assume o cargo maior do país, como presidente interino, Michel Temer, que, diga-se de passagem, sabe perfeitamente do país esfacelado que vai receber. Contra o cenário de caos, Temer terá que agir com energia desde seu primeiro minuto no Planalto. É evidente que a jornada será longa e árdua, porém terá que ser enfrentada passo a passo, dia após dia, com firmeza e sem promessas, com ações claras e objetivas que garantam ao Brasil o retorno ao desenvolvimento e ao concerto das nações. Presidente Temer, a contagem regressiva começou, e hoje é o primeiro dos próximos (até) 180 dias!

recuperação

A jornada será longa e árdua

Pronto!!! A comissão especial do Senado ouviu o som das ruas e aprovou por 15 votos a 5 o relatório pela admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Agora o relatório vai ao plenário do Senado para ser votado pelos oitenta e um senadores, onde obedecerá à proporcionalidade de metade mais um para aprovação ou não. Caso seja aprovado - e há fortes indicações para isso - a presidente Dilma será afastada por até 180 dias para consubstanciar sua defesa, assumindo o vice-presidente Michel Temer, que, diga-se de passagem, sabe perfeitamente do país esfacelado que vai receber. A jornada será longa e árdua, porém terá que ser enfrentada passo a passo, dia após dia, com firmeza e sem promessas, com ações claras e objetivas que garantam ao Brasil o retorno ao desenvolvimento e ao concerto das nações.

recessão

Até quando vai essa recessão?

Com quem se fale, para onde se olhe ou aquilo que se lê fica evidente que a recessão econômica segue firme e forte, e isso tem sido destacado pelos executivos das empresas e pelas diversas entidades que representam o setor industrial no Brasil, que se ressente sobremaneira da crise. O último Boletim Focus destacou que o Banco Central reviu para baixo suas expectativas para 2016, corroborando o cenário recessivo. O levantamento prevê que o PIB do país apresentará retração de 3,88% - a maior taxa desde 1990 -, os juros ainda deverão se manter nas alturas, encerrando 2016 em 13,25%, o dólar fechará o ano operando na faixa de R$ 3,80 e a inflação deverá ficar em 6,98%. Diante de números estarrecedores, a bomba acabou estourando na mão de obra. Ou seja, as demissões cresceram exponencialmente. E quando o “tsunami” cessar, mais algum tempo passará até que se debele de vez a crise e a recessão e o país volte ao posto de onde nunca deveria ter sido removido.

Clima

O clima lá e o ‘climão’ aqui

O mundo inteiro mostra-se preocupado com as mudanças climáticas. As 175 nações que começaram a assinar na sede da ONU o compromisso de tomar atitudes que revertam o aquecimento do planeta sabem muito bem que precisam adotar providências drásticas para que sejam atingidas as metas definidas na Conferência de Paris, a COP 21, realizada em dezembro passado. O Acordo estabelece que o aquecimento suba no máximo 2°C até 2025 - já há disposição para que não ultrapasse 1,5°C - e que as nações mais ricas disponibilizem 100 bilhões de dólares por ano para ajudar as nações mais pobres a cumprirem as metas. O Brasil, representado pela presidente Dilma Rousseff, confirmou a adesão ao acordo, anunciando o propósito de reduzir em 37% a emissão dos gases de efeito estufa até 2025. Seu discurso, antes de conhecido, gerou um 'climão'.

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