Reflexões da Redação
Young businessman with hands on back of his head worried because of business failure

PIB para 2016 tem nova queda

Ainda é prematuro fazer qualquer previsão sobre como serão os próximos meses para a economia brasileira, agora administrada pelo governo interino do presidente Michel Temer. Porém, mal ocorreu a mudança e o boletim Focus/BC, já chega com mais uma perspectiva de retração do PIB para 2016. Na semana passada, quando ainda não havia ocorrido a decisão do Senado pela admissibilidade do processo de impeachment, os economistas consultados previam que o PIB deste ano apresentaria queda de 3,86%. Hoje, o mercado piorou sua expectativa para 3,88%. Nesta mesma pesquisa, os analistas mantiveram as previsões para a inflação (em 7% - ainda acima do teto da meta), para a taxa de juros (13%) e para o dólar (R$ 3,70). Provavelmente, no boletim da semana que vem o mercado terá uma avaliação melhor, que, certamente, servirá de balizador para o novo governo.

Reforma

O primeiro dos próximos (até) 180 dias

O Senado Federal aprovou nesta madrugada, por 55 votos a 22, a admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A partir deste ato, Dilma ficará afastada temporariamente por até 180 dias, assume o cargo maior do país, como presidente interino, Michel Temer, que, diga-se de passagem, sabe perfeitamente do país esfacelado que vai receber. Contra o cenário de caos, Temer terá que agir com energia desde seu primeiro minuto no Planalto. É evidente que a jornada será longa e árdua, porém terá que ser enfrentada passo a passo, dia após dia, com firmeza e sem promessas, com ações claras e objetivas que garantam ao Brasil o retorno ao desenvolvimento e ao concerto das nações. Presidente Temer, a contagem regressiva começou, e hoje é o primeiro dos próximos (até) 180 dias!

recuperação

A jornada será longa e árdua

Pronto!!! A comissão especial do Senado ouviu o som das ruas e aprovou por 15 votos a 5 o relatório pela admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Agora o relatório vai ao plenário do Senado para ser votado pelos oitenta e um senadores, onde obedecerá à proporcionalidade de metade mais um para aprovação ou não. Caso seja aprovado - e há fortes indicações para isso - a presidente Dilma será afastada por até 180 dias para consubstanciar sua defesa, assumindo o vice-presidente Michel Temer, que, diga-se de passagem, sabe perfeitamente do país esfacelado que vai receber. A jornada será longa e árdua, porém terá que ser enfrentada passo a passo, dia após dia, com firmeza e sem promessas, com ações claras e objetivas que garantam ao Brasil o retorno ao desenvolvimento e ao concerto das nações.

recessão

Até quando vai essa recessão?

Com quem se fale, para onde se olhe ou aquilo que se lê fica evidente que a recessão econômica segue firme e forte, e isso tem sido destacado pelos executivos das empresas e pelas diversas entidades que representam o setor industrial no Brasil, que se ressente sobremaneira da crise. O último Boletim Focus destacou que o Banco Central reviu para baixo suas expectativas para 2016, corroborando o cenário recessivo. O levantamento prevê que o PIB do país apresentará retração de 3,88% - a maior taxa desde 1990 -, os juros ainda deverão se manter nas alturas, encerrando 2016 em 13,25%, o dólar fechará o ano operando na faixa de R$ 3,80 e a inflação deverá ficar em 6,98%. Diante de números estarrecedores, a bomba acabou estourando na mão de obra. Ou seja, as demissões cresceram exponencialmente. E quando o “tsunami” cessar, mais algum tempo passará até que se debele de vez a crise e a recessão e o país volte ao posto de onde nunca deveria ter sido removido.

Clima

O clima lá e o ‘climão’ aqui

O mundo inteiro mostra-se preocupado com as mudanças climáticas. As 175 nações que começaram a assinar na sede da ONU o compromisso de tomar atitudes que revertam o aquecimento do planeta sabem muito bem que precisam adotar providências drásticas para que sejam atingidas as metas definidas na Conferência de Paris, a COP 21, realizada em dezembro passado. O Acordo estabelece que o aquecimento suba no máximo 2°C até 2025 - já há disposição para que não ultrapasse 1,5°C - e que as nações mais ricas disponibilizem 100 bilhões de dólares por ano para ajudar as nações mais pobres a cumprirem as metas. O Brasil, representado pela presidente Dilma Rousseff, confirmou a adesão ao acordo, anunciando o propósito de reduzir em 37% a emissão dos gases de efeito estufa até 2025. Seu discurso, antes de conhecido, gerou um 'climão'.

Passo

Primeiro passo

O resultado da votação na Câmara Federal, antes de qualquer coisa, foi um recado democrático dado ao governo de que o Brasil precisa mudar. Os 367 votos dados a favor da continuidade do processo de impeachment e seu encaminhamento para julgamento no Senado foram o primeiro passo para tirar o país do estado de recessão, que tem gerado profundo desânimo e imobilismo entre os brasileiros. Por enquanto, só se plantou a semente da mudança. O caminho da recuperação será longo, porém, o resultado foi uma sinalização de que o país caminha à deriva, tanto nas decisões políticas quanto econômicas. O importante é que, com o gesto da Câmara, os brasileiros voltam a ter esperança de que nem tudo está perdido e que existe a possibilidade de mudança. Melhor ainda, voltam o otimismo e a certeza de que temos capacidade de reagir.

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