Reflexões da Redação
Cofrinhos

Essa história de vaquinha

A campanha de Dilma para angariar fundos para viajar pelo país com seu séquito - com o objetivo de dizer que impeachment é golpe - é mais uma mostra de como os políticos não põem a mão no bolso por nada deste mundo. Em setembro passado, o deputado Osmar Terra (hoje ministro do desenvolvimento social) pediu reembolso de R$ 26,00 por ter comprado pipoca e refrigerante em um cinema de Brasília. Considerando isso, se Dilma usasse recursos próprios, estaria contrariando a prática da classe política, que já vive muito bem à custa do povo com todas as despesas pagas. Como o PT e seus correligionários não puseram a mão no bolso, o mais fácil foi abrir uma conta em nome de duas amigas para arrecadar fundos por intermédio de uma ação entre amigos, mais conhecida como vaquinha. Em dois dias, a campanha atingiu a marca de R$ 500 mil, depositados por 7.400 pessoas, o que dá - se fizemos bem a conta - uma média de R$ 6,75 por pessoa. Será que Dilma está feliz com o resultado? Não interessa. O que interessa é que, mais uma vez, um político faz uso do pobre povo brasileiro para pagar suas despesas e, com a sobra, possivelmente abastecer sua conta bancária. Um verdadeiro escárnio.

Reações Internacionais

Brexit na visão de um leigo

Lendo e relendo as diversas opiniões de economistas, políticos e especialistas para tentar entender quais serão os reflexos para o Brasil da decisão dos britânicos de afastar a Grã Bretanha da União Europeia, chega-se à conclusão de que, neste momento - ou nos próximos cinco anos - nada vai mudar. E não vai mudar pelo simples fato de o Brasil não estar preparado para um movimento dessa magnitude. Ou seja, não vamos conseguir tirar proveito comercial tão cedo desta separação. Neste contexto, fica evidente que, antes de pensarmos se vamos conseguir melhorar nossas relações com o Reino Unido (que viverá seu inferno astral nos próximos anos) e com a União Europeia (que deverá continuar com as portas e porteiras fechadas), temos que fazer o dever de casa. Primeiro, aplacar de vez a corrupção que campeia o meio político e empresarial brasileiro, apoiando operações como a Lava Jato. Depois, reorganizar nossas instituições, recuperar a confiança interna e externa, estabelecer critérios para o desenvolvimento, abrir as portas para o mundo e investir em atividades que, de verdade, tragam retorno ao nosso povo. Esta é a opinião de um leigo.

Reindustrializar

Só a indústria salva o Brasil

A indústria é a base para o desenvolvimento de um país. É ela que move a economia, atrai e direciona investimentos, promove a inovação, o comércio internacional, garante o nível de emprego de qualidade, que, por consequência, gera riqueza para seu povo, fortalecendo o consumo interno. Ou seja, é a indústria que faz a roda girar. Porém, nos últimos dez anos o Brasil vem sofrendo sucessivas perdas na produção industrial, redução da atividade e do quadro de trabalhadores, até chegar ao atual momento de desindustrialização sem parâmetros, provocada pela crise político/econômica. “Só a indústria salva o Brasil”, disse o economista Eduardo de Freitas Teixeira, durante a apresentação da MacroSector Consultores, consultoria instituida pelos economistas Antonio Corrêa de Lacerda, Fábio Silveira e Eduardo Daher. No evento, todos apontaram os gargalos e saídas para o atual estágio do país, destacando a reindustrialização como a grande meta a se perseguir.

Câmara1

E Tia Eron votou sim!

Como se imaginava, a semana no Congresso começou tensa, porém foi aliviada com o esperado voto da deputada Tia Eron. A possibilidade de absolvição - ou não - de Eduardo Cunha na Comissão de Ética da Câmara Federal estava nas mãos dela. Tia Eron compareceu à reunião da terça-feira (14) e fez sua exposição, anunciando, mais uma vez, que votaria como sua consciência determinasse, e que ninguém mandava nela. Na hora mais aguardada - surpresa! - proferiu seu voto contra Cunha. Porém, como o improvável no mundo político sempre acontece, não foi o voto dela que decidiu a cassação. Foi o do deputado Wladimir Costa, que disse ter votado com a consciência. De comum, além das surpresas que provocaram, os dois apelaram para suas consciências, fugindo das orientações partidárias. Haja consciência! De tudo isso, fica a esperança de que a Câmara Federal - com apoio do baixo e do alto clero - possa ajudar o país a reencontrar o caminho do desenvolvimento, da competitividade, da reindustrialização e do pleno emprego.

Tia Eron

Como Tia Eron vai votar?

Esta será mais uma semana de embates e ações protelatórias, daquelas que estão levando as empresas e o povo brasileiro à desconfiança novamente. Se, num primeiro momento, a posse de Michel Temer como presidente interino trouxe um alento ao país, parece que, passados 30 dias, infelizmente, pouco se caminhou nesta direção. Isto seria compreensível, pois é humanamente impossível alguém apresentar resultados num prazo tão exíguo. Porém, neste curto período seu governo se envolveu em situações que, certamente, não previa. A semana será agitada na Câmara, onde o Conselho de Ética tenta encaminhar a cassação de Eduardo Cunha, cujo desfecho poderá solucionar - ou não - mais um aspecto que está travando o dia a dia do país. A votação está estacionada em 10 a 9 em favor de Cunha, faltando apenas o voto da deputada Tia Eron, que já falou com muita gente, mas, assustada, continua calada. Atitudes como essa são típicas de alguém que não tem opinião própria e que está seguindo orientação do seu partido.

Câmara

O risco chamado “baixo clero”

Conta a história que a expressão “baixo clero” foi cunhada por Ulisses Guimarães, à época do processo de redemocratização do país, para identificar deputados que tinham pouca participação nos debates da Câmara Federal, circulando pelos bastidores atrás de assuntos de seus interesses. Nos períodos de pouca atividade no Congresso, podem até considerar normal essa situação, porém, num momento decisivo para o país, corre-se o risco desses parlamentares mudarem de opinião, cooptados pelos mais preparados e envolvidos diretamente nas discussões, tanto na Câmara, com a possível cassação do deputado Eduardo Cunha, como no Senado, com a votação do impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff. Em ambos os casos, as margens são muito estreitas, e já se ouvem manifestações que deixam as pessoas arrepiadas. Em qualquer das situações viveremos um retrocesso. Tudo o que foi feito até agora para moralizar e devolver o país aos trilhos da normalidade poderá ir por água abaixo e os brasileiros não merecem isso.

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