Reflexões da Redação
Reindustrializar

Só a indústria salva o Brasil

A indústria é a base para o desenvolvimento de um país. É ela que move a economia, atrai e direciona investimentos, promove a inovação, o comércio internacional, garante o nível de emprego de qualidade, que, por consequência, gera riqueza para seu povo, fortalecendo o consumo interno. Ou seja, é a indústria que faz a roda girar. Porém, nos últimos dez anos o Brasil vem sofrendo sucessivas perdas na produção industrial, redução da atividade e do quadro de trabalhadores, até chegar ao atual momento de desindustrialização sem parâmetros, provocada pela crise político/econômica. “Só a indústria salva o Brasil”, disse o economista Eduardo de Freitas Teixeira, durante a apresentação da MacroSector Consultores, consultoria instituida pelos economistas Antonio Corrêa de Lacerda, Fábio Silveira e Eduardo Daher. No evento, todos apontaram os gargalos e saídas para o atual estágio do país, destacando a reindustrialização como a grande meta a se perseguir.

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E Tia Eron votou sim!

Como se imaginava, a semana no Congresso começou tensa, porém foi aliviada com o esperado voto da deputada Tia Eron. A possibilidade de absolvição - ou não - de Eduardo Cunha na Comissão de Ética da Câmara Federal estava nas mãos dela. Tia Eron compareceu à reunião da terça-feira (14) e fez sua exposição, anunciando, mais uma vez, que votaria como sua consciência determinasse, e que ninguém mandava nela. Na hora mais aguardada - surpresa! - proferiu seu voto contra Cunha. Porém, como o improvável no mundo político sempre acontece, não foi o voto dela que decidiu a cassação. Foi o do deputado Wladimir Costa, que disse ter votado com a consciência. De comum, além das surpresas que provocaram, os dois apelaram para suas consciências, fugindo das orientações partidárias. Haja consciência! De tudo isso, fica a esperança de que a Câmara Federal - com apoio do baixo e do alto clero - possa ajudar o país a reencontrar o caminho do desenvolvimento, da competitividade, da reindustrialização e do pleno emprego.

Tia Eron

Como Tia Eron vai votar?

Esta será mais uma semana de embates e ações protelatórias, daquelas que estão levando as empresas e o povo brasileiro à desconfiança novamente. Se, num primeiro momento, a posse de Michel Temer como presidente interino trouxe um alento ao país, parece que, passados 30 dias, infelizmente, pouco se caminhou nesta direção. Isto seria compreensível, pois é humanamente impossível alguém apresentar resultados num prazo tão exíguo. Porém, neste curto período seu governo se envolveu em situações que, certamente, não previa. A semana será agitada na Câmara, onde o Conselho de Ética tenta encaminhar a cassação de Eduardo Cunha, cujo desfecho poderá solucionar - ou não - mais um aspecto que está travando o dia a dia do país. A votação está estacionada em 10 a 9 em favor de Cunha, faltando apenas o voto da deputada Tia Eron, que já falou com muita gente, mas, assustada, continua calada. Atitudes como essa são típicas de alguém que não tem opinião própria e que está seguindo orientação do seu partido.

Câmara

O risco chamado “baixo clero”

Conta a história que a expressão “baixo clero” foi cunhada por Ulisses Guimarães, à época do processo de redemocratização do país, para identificar deputados que tinham pouca participação nos debates da Câmara Federal, circulando pelos bastidores atrás de assuntos de seus interesses. Nos períodos de pouca atividade no Congresso, podem até considerar normal essa situação, porém, num momento decisivo para o país, corre-se o risco desses parlamentares mudarem de opinião, cooptados pelos mais preparados e envolvidos diretamente nas discussões, tanto na Câmara, com a possível cassação do deputado Eduardo Cunha, como no Senado, com a votação do impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff. Em ambos os casos, as margens são muito estreitas, e já se ouvem manifestações que deixam as pessoas arrepiadas. Em qualquer das situações viveremos um retrocesso. Tudo o que foi feito até agora para moralizar e devolver o país aos trilhos da normalidade poderá ir por água abaixo e os brasileiros não merecem isso.

Não Ouço

O estupro e a degradação da sociedade

As estatísticas frias dizem que a cada onze minutos acontece um caso de estupro no Brasil. Isso é assustador, mas, ao mesmo tempo, representa muito pouco, pois só levam em conta o que é denunciado ou relatado. Um que fosse, já deveria ser motivo de grande revolta, visto que não se pode admitir crimes hediondos como o que envolveu uma jovem carioca, violentada por mais de trinta homens (se é que podem ser chamados assim). É a degradação de uma sociedade que é estuprada diariamente com notícias de propinas, corrupção, impunidade, desvios de verbas públicas, ausência do Estado na saúde, na educação, na segurança e, principalmente, no respeito com os cidadãos. O Brasil - acreditamos - está, hoje, tentando mudar essa história e, neste contexto, a operação Lava Jato tem que ser apoiada a chegar às últimas consequências, levando à prisão todos aqueles que estupraram e estupram o país.

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A face negativa das redes sociais

As comunicações entre pessoas, empresas e instituições atingiram novas dimensões com o aprimoramento dos serviços da internet. As informações ganharam velocidade e passaram a atingir destinos jamais imagináveis, em função da capilaridade da rede mundial de computadores. Tudo ficou ainda melhor com a chegada dos smartphones (no final deste mês, serão 168 milhões em uso no Brasil - notebooks, tablets e PCs serão 160 milhões, diz a FGV), que trazem o mundo às mãos dos usuários e oferecem acesso a uma infinidade de serviços e aplicativos, além de facilitar a navegação nas redes de relacionamentos, as chamadas redes sociais. É justamente neste ponto que se estabelecem as diferentes faces das redes de relacionamento: usadas positivamente por grande parte dos internautas e negativamente por outros tantos. O recente episódio da apresentadora Ana Hickmann deveria servir de reflexão e alerta para as pessoas de boa fé que, ingenuamente, expõem detalhes e fotos de suas vidas, abrindo espaço para a ação de verdadeiros criminosos.

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