Reflexões da Redação
Silêncio

A continuar o bate-boca, o Brasil não sai do lugar

As ‘cabeçadas’ no governo continuam e a cada dia pioram, com manifestações que se sucedem nesta fase de discussões sobre as importantes reformas para o país. A todo momento surgem declarações (exs: Embaixada dos Estados Unidos; Inpe; Ancine) que só servem para confundir as pessoas e o mercado, e que provocam agitações desnecessárias, que prejudicam o andamento dos debates, somente arrefecidas com desmentidos e mudanças de ideia. Para evitar constrangimentos, uma solução que pode funcionar é a divulgação de informações, única e exclusivamente, após um amplo debate e consenso entre os especialistas e ministros, para que não haja necessidade de sair correndo para desfazer o ‘ato falho’. Neste contexto, chega de balões de ensaio que só servem para tumultuar o processo de arrumação do Brasil. Se o governo prosseguir com atitudes que se aproximam do amadorismo, o país continuará na mesma velha toada, sem perspectivas de retomar o crescimento. [clique no título para ler a íntegra]

População

Previdência: não dá mais para empurrar com a barriga

No momento em que os políticos brasileiros se preparam para votar a reforma da Previdência, lembramos neste espaço uma reflexão produzida há cerca de dois anos e que tem sido buscada por um grande número de leitores. Com informações atualizadas, pretendemos mostrar aos senhores políticos que precisamos urgentemente promover as reformas de que a população tanto precisa. Uma recente projeção demográfica realizada pelo IBGE indica que, daqui 28 anos, a população brasileira vai atingir seu limite máximo, estimado em 233 milhões. A partir daí, deverá parar de crescer e os idosos - com 65 anos ou mais - representarão 22,2% da população total, quase o dobro de hoje. Ou seja, além de estar crescendo menos, os brasileiros estão envelhecendo. De outra parte, é possível concluir que o potencial da força de trabalho começará a reduzir, caindo, também, a contribuição previdenciária. Portanto, se nada for feito agora, como ficará o rombo daqui a 10, 20, 30 anos? O atual texto da reforma pode não agradar a todos, porém tem que ser discutido e ajustado sem cores e partidarismos. Ou seja, não dá mais para empurrar com a barriga. [clique no título para ler a íntegra]

Acordo Mercosul UE

Finalmente, sai o acordo Mercosul e União Europeia

Num momento em que a Argentina enfrenta uma crise econômica sem precedentes e o Brasil, de governo novo, tenta se recuperar da recessão que já dura alguns anos, o Mercosul e a União Europeia anunciaram um acordo de livre comércio entre os dois blocos. Após duas décadas de negociações, o pacto já está sendo considerado por especialistas um marco histórico. Para o governo brasileiro, este é o acordo mais amplo e de maior complexidade já negociado, destacando marcos regulatórios, tarifas alfandegárias, regras sanitárias, propriedade intelectual e compras públicas. Segundo a CNI, o pacto abrirá o mercado europeu para alguns setores da indústria, aumentando a competitividade do segmento têxtil, químico, madeireiro, aeronáutico e de autopeças. Também serão beneficiados os produtos do segmento agrícola, como suco de laranja, frutas, café solúvel, peixes, crustáceos e óleos vegetais, açúcar, etanol, arroz, ovos, mel e carnes bovina, suína e de aves. Apesar das dificuldades enfrentadas neste momento pelo Brasil e pela Argentina, há que se confiar que, com o acordo apresentado, o Mercosul possa se reabilitar e se tornar um bloco econômico de verdade. [clique no título para ler a íntegra]

Abinee tomada 3 pinos

País do outro mundo quer mudar padrão de plugues e tomadas novamente

O jornalista Ricardo Boechat, falecido no início deste ano, dizia que o Brasil é uma nação diferenciada, onde quase tudo que acontece beira o esquisito, sem algo parecido no mundo. Diante de notícias estranhas, ele disparava a frase: “existem países do primeiro mundo, do terceiro mundo e o Brasil, que é do outro mundo”. A afirmação cai como uma luva neste momento em que o presidente da República prepara uma norma para revogar o uso compulsório da tomada de três pinos. Aliás, seus assessores preferem politizar o assunto e chama-la de ‘tomada do PT’, esquecendo-se que toda discussão teve início nos anos 1990, durante o governo FHC. Esquecem, também, do principal aspecto que motivou a escolha do padrão brasileiro de plugue e tomada: a segurança. Neste contexto, é importante que o governo analise o assunto, única e exclusivamente do ponto de vista técnico, deixando de lado o revanchismo político. [clique no título para ler a íntegra]

Bolsonaro eleito

100 dias de incertezas

Empossado em janeiro, o novo presidente da República completa 100 dias de governo, em meio a um clima de certa apreensão da população e do empresariado brasileiro. Para que esse ambiente negativo se modifique, é preciso que acabem as discussões e os embates paralelos envolvendo filhos, gurus, ministros e políticos que, como sempre, querem ver o circo pegar fogo. Queremos dizer com isso tudo o que o cidadão de bem deseja de verdade: que o governo concentre suas forças num programa de renovação e revitalização, muito além das reformas prioritárias, da Previdência e Tributária. Muita coisa precisa ser consertada, especialmente após dezoito anos de ações populistas e suspeitas que produziram retrocessos políticos e econômicos à nação. Neste contexto, o novo presidente disse que os seus ministros vão apresentar um balanço de suas pastas do que foi feito nestes 100 dias, destacando que tudo que foi demandado foi cumprido. Em sua rede social, disse que os ministros vão mostrar aos brasileiros que 95% das suas metas serão atingidas e o restante parcialmente atingido. [clique no título para ler a íntegra]

Geração Distribuida

A geração distribuída no Brasil

Cerca de 70% da energia elétrica que se consome no Brasil advém do que é gerado nas usinas hidrelétricas. Entre as vantagens dessa fonte estão o melhor custo, a baixa emissão de poluentes e o fato de ser renovável. Entretanto, dados do governo apontam que, até 2030, essa modalidade de geração deverá cair, pois, mesmo sendo renovável, já se antecipa que, em algum momento do futuro, os rios começarão a se esgotar. Ou seja, o Brasil tem que incentivar - e de maneira urgente - a remodelação de sua matriz energética, para que dependamos cada vez menos do regime de chuvas para a geração de energia elétrica. Dentre as alternativas, uma das que mais tem atraído a atenção é a solar fotovoltaica, pois oferece a possibilidade das pessoas gerarem sua própria energia, a denominada microgeração distribuída que, segundo pesquisa Ibope, já registra interesse de 89% dos brasileiros. A EPE destaca que o país terá em 2024 mais de 1 milhão de sistemas fotovoltaicos em funcionamento e que para 2030 o objetivo é alcançar 25 GW de capacidade instalada. Neste contexto, o MME acaba de lançar relatório sobre a geração distribuída. [clique no título para ler a íntegra]

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