Reflexões da Redação
Abinee tomada 3 pinos

País do outro mundo quer mudar padrão de plugues e tomadas novamente

O jornalista Ricardo Boechat, falecido no início deste ano, dizia que o Brasil é uma nação diferenciada, onde quase tudo que acontece beira o esquisito, sem algo parecido no mundo. Diante de notícias estranhas, ele disparava a frase: “existem países do primeiro mundo, do terceiro mundo e o Brasil, que é do outro mundo”. A afirmação cai como uma luva neste momento em que o presidente da República prepara uma norma para revogar o uso compulsório da tomada de três pinos. Aliás, seus assessores preferem politizar o assunto e chama-la de ‘tomada do PT’, esquecendo-se que toda discussão teve início nos anos 1990, durante o governo FHC. Esquecem, também, do principal aspecto que motivou a escolha do padrão brasileiro de plugue e tomada: a segurança. Neste contexto, é importante que o governo analise o assunto, única e exclusivamente do ponto de vista técnico, deixando de lado o revanchismo político. [clique no título para ler a íntegra]

Bolsonaro eleito

100 dias de incertezas

Empossado em janeiro, o novo presidente da República completa 100 dias de governo, em meio a um clima de certa apreensão da população e do empresariado brasileiro. Para que esse ambiente negativo se modifique, é preciso que acabem as discussões e os embates paralelos envolvendo filhos, gurus, ministros e políticos que, como sempre, querem ver o circo pegar fogo. Queremos dizer com isso tudo o que o cidadão de bem deseja de verdade: que o governo concentre suas forças num programa de renovação e revitalização, muito além das reformas prioritárias, da Previdência e Tributária. Muita coisa precisa ser consertada, especialmente após dezoito anos de ações populistas e suspeitas que produziram retrocessos políticos e econômicos à nação. Neste contexto, o novo presidente disse que os seus ministros vão apresentar um balanço de suas pastas do que foi feito nestes 100 dias, destacando que tudo que foi demandado foi cumprido. Em sua rede social, disse que os ministros vão mostrar aos brasileiros que 95% das suas metas serão atingidas e o restante parcialmente atingido. [clique no título para ler a íntegra]

Geração Distribuida

A geração distribuída no Brasil

Cerca de 70% da energia elétrica que se consome no Brasil advém do que é gerado nas usinas hidrelétricas. Entre as vantagens dessa fonte estão o melhor custo, a baixa emissão de poluentes e o fato de ser renovável. Entretanto, dados do governo apontam que, até 2030, essa modalidade de geração deverá cair, pois, mesmo sendo renovável, já se antecipa que, em algum momento do futuro, os rios começarão a se esgotar. Ou seja, o Brasil tem que incentivar - e de maneira urgente - a remodelação de sua matriz energética, para que dependamos cada vez menos do regime de chuvas para a geração de energia elétrica. Dentre as alternativas, uma das que mais tem atraído a atenção é a solar fotovoltaica, pois oferece a possibilidade das pessoas gerarem sua própria energia, a denominada microgeração distribuída que, segundo pesquisa Ibope, já registra interesse de 89% dos brasileiros. A EPE destaca que o país terá em 2024 mais de 1 milhão de sistemas fotovoltaicos em funcionamento e que para 2030 o objetivo é alcançar 25 GW de capacidade instalada. Neste contexto, o MME acaba de lançar relatório sobre a geração distribuída. [clique no título para ler a íntegra]

Calor

O calor insuportável e o consumo de energia elétrica

As elevadas temperaturas estão obrigando as pessoas a buscarem alternativas para se refrescar, nem que seja por uns minutinhos para aplacar o calor insuportável. Antonina, no Paraná, por exemplo, registrou, em meados de dezembro, a sensação térmica superior a 80 graus. Em 30 de janeiro o ONS registrou mais um recorde de carga no SIN, em função das altas temperaturas no país. Nas ruas as pessoas se socorrem das sombras das árvores, marquises e lojas. No transporte público, a sorte dos passageiros é encontrar um ônibus e um trem refrigerados. Nas residências, a grande maioria das pessoas ainda tem que conviver na esperança diária de uma brisa ou um ventilador. Entretanto, segundo a Eletros, cada vez mais as pessoas estão buscando o ar-condicionado como opção. “Ao longo do tempo, o equipamento deixou de ser um item de luxo por estar ligado diretamente à qualidade de vida”, diz Arnaldo Parra, da Abrava. Sobre o consumo, ele cita que já existem no mercado aparelhos que já melhoram esta questão. [clique no título para ler a íntegra]

Bolsonaro eleito

Governo deveria adotar o ‘quiet period’

A expressão ‘quiet period’, originária do mercado norte-americano, refere-se a um determinado período de silêncio adotado por corporações, especialmente por aquelas têm papéis nas bolsas, na época de elaboração dos seus balanços anuais, não fazendo pronunciamentos para que não ocorram especulações antes da publicação oficial. Transportando esta prática para o atual momento de chegada do novo governo ao Planalto, seria interessante que se decretasse um período de silêncio, evitando informações desencontradas, como as dos primeiros dias do ano. As mais recentes ‘cabeçadas’ têm trazido agitação momentânea (até o desmentido) em segmentos da sociedade, que aguardam ansiosamente medidas que contribuam para o desenvolvimento do país. Em nossa leiga opinião, o momento exige que sejam divulgadas informações efetivas somente após um amplo debate e consenso entre os especialistas e ministros empossados, evitando a necessidade de se desfazer o ‘ato falho’. Ou seja, sugerimos - se é que podemos - que seja adotado o ‘quiet period’, pelo menos até a conclusão das medidas do programa de Governo. [clique no título para ler a íntegra]

Caio Megale

Novo olhar sobre a indústria

Não foram poucas as vezes que recebemos manifestações de líderes do setor industrial sobre a falta de interesse dos governantes em estabelecer políticas capazes de fortalecer a competitividade das empresas. A grita sempre girou em torno de uma política industrial que fosse capaz de dar vida às empresas, melhorando a economia e gerando empregos. Ao longo dos anos, as indústrias têm convivido com o famigerado Custo Brasil, representado por regras, impostos e taxas que amarram as empresas, redundando no fechamento de milhares de portas e de postos de trabalho. Neste contexto, Caio Megale, que chefiará a Secretaria de Indústria, Comércio e Inovação do futuro Ministério da Economia, deixou transparecer posições que se aproximam do caminho almejado pelos empresários: o diálogo antes das medidas. Ele diz que o seu principal papel será diagnosticar os problemas no setor produtivo e propor soluções e políticas, retirando as muletas que foram criadas e que não deram resultados. Diante disso, renovam-se as esperanças das empresas, dos brasileiros e do país de que o ambiente dos negócios vai melhorar, reforçando, assim, a busca de todos por um Brasil mais justo e com oportunidades renovadas para o desenvolvimento sustentável. [clique no título para ler a íntegra]

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