Reflexões da Redação
Eleições 2018

Apesar do desalento, eleição pode trazer redenção

Cansados de tanta frustração, os brasileiros se esforçam para acreditar que as eleições de outubro possibilitarão o surgimento de pessoas e propostas que tirem o Brasil do buraco. Entretanto, faltando dois meses para a realização do primeiro turno, o cenário continua confuso, sem qualquer novidade que nos permita vislumbrar mudanças, nem mesmo na sórdida divisão entre nós e eles. Muito pelo contrário, o que se viu e ouviu até aqui foram ideias continuístas e promessas que não passam do mais do mesmo. Aliás, só uma coisa é certa: a renovação no Congresso Nacional será menor do que se precisava. Podemos entrar em 2019 esperando por um milagre, mesmo sabendo que ele não existe. Pior para o Brasil que, em meio à crise política e econômica sem precedentes e à corrupção desenfreada, tem vivido, nos últimos anos, um processo quase que diário de destruição da esperança de se transformar num país melhor para seu povo. Da mesma forma que os cidadãos comuns, os empresários da indústria, do comércio e dos serviços anseiam por uma reviravolta no atual quadro, para que o país retorne à situação de normalidade, com a volta dos investimentos, do crédito e de políticas sérias que permitam a retomada da produtividade e da capacidade de competir. [clique no título para ler a íntegra]

Recessão 2016

Brasil, um país ladeira abaixo?

A situação do Brasil tem assumido contornos insustentáveis. Em pleno ano de eleições, quando a nação deveria estar mobilizada para um debate democrático pela retomada da estabilidade política e pelo crescimento econômico, o que se vê é justamente o contrário. Os políticos desapareceram das discussões no Congresso e agora, após as festas juninas, só têm se dedicado a acompanhar a Copa e a visitar suas bases eleitorais, numa tentativa de conquistarem a reeleição. Ou seja, até o final do ano, nada mais se deve esperar dos deputados e senadores. Triste sina de um país e de seu povo que tanto clamam por reformas fundamentais e urgentes na Saúde, Educação, Previdência, Infraestrutura - e em tudo mais - para que seja possível a retomada da empregabilidade e da vida digna. De parte do Executivo, então, provavelmente nada mais vai acontecer. Um presidente fraco, sem apoio do Congresso e da população, dificilmente tomará medidas que possam mudar a atual situação. Em verdade, estamos num mato sem cachorro, rezando para 2019 chegar logo para que possamos nos ver livres de toda essa corja que só se lambuza nas poucas aparições e manifestações. [clique no título para ler a íntegra]

Voto 2018

Inovação, também na política

É compreensão geral de que quem não promover inovação nos processos produtivos e administrativos perderá a condição de competir. Aliás, inovar é a palavra que deveria nortear todos os segmentos. Os processos criativos nas artes, na educação, na saúde, enfim, em tudo, é que determinam a evolução. Assim, vale a pena refletir também sobre o que vem ocorrendo no Brasil, principalmente com seus gestores, que têm provocado o afastamento cada vez maior das pessoas do debate político. O recente episódio dos caminhoneiros desnudou a fraqueza e a falta de capacidade de nossas lideranças que deixaram de tomar providências acertadas e rápidas, causando sofrimento à população, que se viu às voltas com a falta de combustíveis e o consequente “quase” desabastecimento. Em agosto começam as campanhas eleitorais, quando seremos submetidos a promessas infundadas. Caberá a cada um de nós procurar conhecer a história dos candidatos e entender por que eles querem seu voto. É difícil, mas temos que errar menos do que já erramos. É momento, portanto, de os brasileiros promoverem uma mudança na política, não somente substituindo as pessoas, mas exigindo postura ética, transparente e inovadora de quem venha a assumir as novas funções. Que sejam capazes de promover o encontro do país com a modernidade na política. [clique no título para ler a íntegra]

Luz acesa

Voltamos a andar para trás

Até dois ou três meses atrás o país tinha certeza de que as coisas tinham entrado nos eixos e que o PIB iria crescer algo em torno de 3% neste ano. Era voz corrente no mercado que a atividade econômica estava em franca recuperação. Entretanto os últimos dados acenderam as luzes da preocupação, pois começaram a retratar um cenário de reversão das expectativas, chamando a atenção para o fato de que o país já não estava conseguindo reverter a crise. Exemplo disso foi o recente anúncio do governo de que sua previsão de crescimento econômico reduziu para 2,5%. Não bastasse isso, o país inteiro está, neste momento, sendo afetado pela paralisação dos caminhoneiros, o que, certamente, trará consequências irreparáveis a curto e médio prazos. O bloqueio das estradas trouxe efeitos danosos, causando um perigoso desabastecimento dos itens básicos à população. A paralisação trouxe prejuízo também à operação das indústrias, pois a falta de insumos pode até provocar o aumento nos custos de produção. Ou seja, o país parou e o caos é iminente, fruto de um governo fraco, sem respaldo da população e do Congresso Nacional, cujos parlamentares, fracos também, continuam afastados de seu papel - único e exclusivo - de trabalhar pelo país e por seus cidadãos. Do jeito que as coisas estão caminhando - greve dos transportadores, copa do mundo, festas juninas e eleições -, o país permanecerá paralisado e não terá o crescimento esperado e necessário. [clique no título para ler a íntegra]

Faixa presidente

A difícil arte de governar

Com a aproximação das eleições, crescem os debates sobre os nomes de pré-candidatos à cadeira de presidente da República. Pelas contas feitas já passam de dez, o que faz aumentar as possibilidades de escolha, porém, ao mesmo tempo, em nossa avaliação, pode se transformar em um complicador para a grande maioria dos eleitores. Independente de quem efetivamente participará do pleito, sejam aqueles mais conhecidos ou os que surgirem como alternativa à velha maneira de governar, uma coisa é certa: o eleito terá que estar respaldado por um forte apoio no novo Congresso Nacional que também advirá das eleições deste ano. Como diz o consultor político Gaudêncio Torquato, o escolhido terá muitas dificuldades para romper o cordão político produzido com os fios do fisiologismo de deputados e senadores - muitos deles candidatos à reeleição. É neste momento que surge a velha máxima da arcaica política: é dando que se recebe. Diante disso, podemos perceber que se evidencia uma dura conclusão para a eleição deste ano: qualquer um que for eleito sem maioria para presidir o país viverá o inferno de não conseguir realizar seus projetos de governo. Fica claro, assim, que, ou se promove uma reforma política profunda, que acabe com todas as mazelas, ou jamais se conseguirá realizar outras reformas fundamentais.

Debate político

Vida que segue

Os últimos dias foram de grande agitação. Na realidade, fatos meramente jurídicos para o enfrentamento da corrupção no Brasil tomaram dimensões políticas. O que deveria ser um ato normal de afastamento da sociedade de um agente que promoveu a institucionalização da corrupção acabou sendo usado por seguidores como um momento político partidário. Independente de tudo o que ocorreu, o Brasil não vai parar, visto que está acima de todos os inescrupulosos que tentaram - e ainda tentam - atrapalhar seu caminho rumo ao desenvolvimento e à devolução da dignidade aos seus cidadãos. Como avaliam especialistas e empresários, mesmo que em ritmo modesto e com os investimentos ainda retraídos, a economia está tomando o caminho da recuperação. Neste contexto, tudo o que se conquistou até hoje no país foi fruto da atividade séria de empresários que, mesmo em situações adversas, continuaram buscando condições para não interromper a produção. Se dependessem dos políticos e dos burocratas que passaram pelo Congresso e pelo Executivo nos últimos 15 anos, certamente as empresas já teriam fechado as portas e enterrado os investimentos de uma vida. Acreditamos ainda que, por ser maior e melhor que todos os políticos, o povo brasileiro usará as eleições de outubro para escolher candidatos comprometidos com a moral, com a ética e com o Brasil. [clique no título para ler a íntegra]

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