Reflexões da Redação
Brasilia plano piloto

Atenções voltadas para Brasília

Terminada a “semana morta”, acreditamos que os políticos, aboletados no Congresso Nacional, assumirão seus papéis de legislar em favor do Brasil e dos brasileiros, deixando de lado suas questões particulares e eleitoreiras. Os parlamentares deveriam abandonar qualquer outra atividade e se dedicar com profundidade nas reformas que ainda precisam ser votadas. É sabido que a economia tem apresentado sinais de recuperação. Além disso, a taxa de inflação segue num patamar de baixa, ampliando a renda disponível, a recuperação do consumo e a empregabilidade. Agregue-se a esse quadro, a taxa básica de juros que, segundo o BC, deverá encerrar o ano em 7% e inaugurar 2018 em 6,5%. Um recente estudo da CNI apontou que, apesar de a crise estar ficando para trás, ainda permanecem dúvidas quanto à intensidade e à duração da retomada. As principais fontes de incertezas permanecem sendo as questões previdenciária e tributária, além do controle dos gastos públicos. Neste contexto, fica claro que ainda há muito por se fazer e que seria necessária uma forte ação do parlamento, o que nos deixa céticos quanto a soluções. É que não é possível acreditar em nossos políticos que já estão em campanha para as eleições do ano que vem e continuarão se ancorando no corporativismo e nas atitudes combinadas, que não nos leva a nada. [clique no título para ler a íntegra]

Bem e Mal

Sobre o bem e o mal

Nem sempre é possível confiar no que se publica nas redes sociais. Porém, há casos tão marcantes que nos fazem ir atrás, na tentativa de encontrar o autor antes de dar a credibilidade que merece. Foi o caso que consideramos de grande relevância para reflexão dos leitores e que repetimos aqui neste espaço, neste momento de turbulência, instabilidade e insegurança política pelo qual o país continua passando. Há alguns meses viralizou na internet o vídeo de uma professora que afirmava a seus alunos que a institucionalização da debilidade, da mediocridade, do comodismo e da falta de compromisso geraria consequências cruéis para a sociedade. Neste contexto, ela cita um filósofo britânico do século 19, Benjamin D’Israeli, que disse que uma sociedade só tem chance quando os homens de bem tiverem a mesma audácia dos corruptos. Baseada nisso, a professora destaca que os debilitados moralmente, os marginais e os corruptos têm uma determinação fora do comum, enquanto os homens de bem praticam a lei do menor esforço. Ela pergunta: onde as pessoas têm mais chance de serem atendidas mais rapidamente e com eficiência; por uma pessoa que está vendendo droga ou por alguém que está atendendo no serviço público? E responde: eficiência é virtude que faz com que as pessoas e os negócios cresçam; é fácil perceber que se está enfraquecendo o bem e, cada vez mais, fortalecendo o mal, os debilitados moralmente e os corruptos. [clique no título para ler a íntegra]

Câmara vazia

Semana morta em Brasília

Com perdão do título, esta será uma semana morta no centro decisório do país. O presidente Temer está afastado, se recuperando de uma cirurgia, e Rodrigo Maia, presidente da Câmara, viajou com mais nove deputados. Todos só voltarão à ativa na semana que vem. Já o STF e o STJ decidiram tirar uma semana de descanso, promovendo uma mudança em data comemorativa da categoria e criando emenda com Finados. Ou seja, as instituições tiraram uma semana sabática. Numa análise simplista - como faz todo leigo - vão aqui umas perguntas: quando o presidente da República se afasta (ou viaja), quem assume não é (no nosso caso) o presidente da Câmara? Mas, mesmo com Temer combalido, ele foi viajar. Não dava para cancelar? Era tão oficial assim? E o Brasil, como fica? Um país em desenvolvimento, pobre como o nosso, requer muito trabalho e dedicação, requer presença e ação, requer interesse e vontade de fazer as coisas “voltarem aos trilhos”. Brasília, pelo que se vê, está às moscas. Tudo que teria que ser debatido agora ficou para a semana que vem. Devem ter pensado: o país que tanto já esperou, pode esperar um pouquinho mais. Só não avaliaram, entretanto, que cada semana perdida representa uma eternidade para os cidadãos e empresas, que anseiam por reformas fundamentais, como a Previdenciária e a Tributária. O Brasil e os brasileiros não merecem mais uma semana de inatividade. [clique no título para ler a íntegra]

Congresso bsb

Temer vence a batalha, mas o país pode perder a guerra

Temer conseguiu escapar de mais uma acusação da PGR no plenário da Câmara, que - como já escrevemos neste espaço - é constituído em sua maioria por deputados “vendidos” ao Planalto. Só que desta vez a base minguou e, ao que parece, deixou claro que o comando mudou de lado: agora são os deputados que darão as cartas e não mais Temer. Como disseram alguns especialistas políticos, depois dessa, o presidente vai ter que comer na mão dos parlamentares. O presidente está mais enfraquecido ainda, pois nessa segunda votação ficou evidente que sua “base de apoio” não terá votos suficientes para vencer qualquer embate em plenário. Ou seja, daqui para frente, vai ter que fazer mais concessões se quiser aprovar qualquer simples ajuste que tenha que passar pelo Congresso. Temer venceu a batalha, mas o Brasil pode perder a guerra. Isso é desolador para o país, que vê cada vez mais longe a possibilidade de reformas estratégicas para a retomada e concretização do desenvolvimento econômico, como é o caso da Previdência e do ambiente Fiscal. Há também um ingrediente que poderá complicar mais ainda este cenário de profundas incertezas: daqui um ano teremos eleições o que pode trazer dificuldades para definição dos novos investimentos. Diante dos fatos, uma coisa é quase certa: se 2017 está sendo um ano difícil, 2018 não será melhor. [clique no título para ler a íntegra]

urna-eleicao

Ano que vem tem eleição: ai meu Jesus Cristinho!

Um presidente sem reconhecimento popular e que alterna atos e decisões positivas e negativas, sem dúvida está promovendo distanciamento de possíveis investimentos produtivos internos e externos no Brasil. Apesar de todo o esforço de seus ministros de tentarem demonstrar o quadro de crescimento nos últimos meses, os investidores precisam muito mais do que temos acompanhado. Neste contexto, o Congresso Nacional, quase que totalmente tomado por parlamentares “vendidos” aos ocupantes do Planalto, não tem ajudado o país a criar um ambiente favorável aos investimentos. Pelo contrário, alimentam o clima de insegurança e afastam possíveis interessados. Há também um ingrediente que certamente vai complicar mais ainda este cenário de profundas incertezas: daqui um ano teremos eleições. Ai meu Jesus Cristinho, relembrando o bordão de um antigo comediante. Os atuais detentores do poder têm feito tanta coisa errada que não se deram conta de que estão despertando o interesse da população em torno de ideias retrógradas, que podem levar o país ao retrocesso. Exemplo disso é o ressurgimento de políticos já testados anteriormente, de pregadores da linha dura - militarizada e religiosa - e de populistas que já causaram estragos entre nós, como a institucionalização da corrupção. [clique no título para ler a íntegra]

Emprego1

Nossa culpa: temos memória curta e não sabemos votar

Cada delação divulgada e ou vazada é seguida de uma enxurrada de justificativas, que não passam de baboseiras que só servem para confundir a cabeça dos menos avisados. Os acusados usam e abusam de mentiras para fugir das penalidades que, mais cedo ou mais tarde, acreditamos, lhes serão impostas. É isso mesmo. Mais cedo ou mais tarde a Lava Jato vai bater à porta de cada um deles. Enquanto isso, a paciência dos cidadãos de bem tem sido testada diariamente. O jogo de cena promovido pelos políticos, pelos membros do executivo e, também, pelos representantes do judiciário, é de dar pena do Brasil. Não bastasse tudo o que se lê e se ouve na mídia a respeito dessa gente que não conhece os verdadeiros brasileiros, ainda temos sido expostos diariamente na TV aberta a inserções dos partidos políticos, com suas ideias mirabolantes de salvação do país. Uma parcela até mudou de nome, numa tentativa clara de tentar enganar os cidadãos das besteiras que fizeram no passado recente. Há quem diga que estamos vivendo um momento de grande experiência e que no final sairemos todos fortalecidos, livres desses políticos que tanto mal nos têm feito. Porém, para que isso aconteça, temos que tomar uma atitude radical já nas próximas eleições, não escolhendo nomes que, reconhecidamente, têm aproveitado da boa fé de todos nós. [clique no título para ler a íntegra]

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