Reflexões da Redação
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A prioridade chamada Mercosul

Nos últimos anos, as relações entre os países pertencentes ao Mercosul têm andado muito distantes, prejudicando as comércio entre o bloco e, principalmente, os acordos com as demais nações, e colaborando para aprofundar ainda mais a crises dos seus membros. Esse afastamento provocou uma verdadeira paralisia nos negócios, causando grandes perdas para indústrias do Brasil e da Argentina, países que ainda têm tentado manter um fluxo de comércio, porém com grandes tropeços. Em recente reunião na Câmara de Comércio Argentino Brasileira, em São Paulo, empresários e especialistas em comércio exterior destacaram que a politização das relações determinou um afastamento entre seus membros, provocando a total falta de diálogo, que culminou com a ascensão da Venezuela à presidência. Os participantes do encontro concordaram que, com uma visão menos ideológica e mais pragmática na condução do Mercosul, será possível restabelecer a integração do bloco no comércio global. Os especialistas acreditam, também, que, com a chegada das novas lideranças na Argentina e no Brasil - leia-se Mauricio Macri e Michel Temer - o bloco ganha a oportunidade de avançar na retomada de uma agenda comercial efetivamente produtiva, capaz de devolver aos países membros a competitividade internacional de suas empresas. [clique no título e leia a íntegra]

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Governo começa recuperação pela infraestrutura

O governo Temer deu, nesta terça-feira (13), o primeiro passo em seu plano de recuperação da economia, anunciando o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) voltado principalmente para a infraestrutura que inclui concessão ou privatização de projetos nas áreas de energia, pré-sal, aeroportos, rodovias, portos, ferrovias e mineração. Segundo Michel Temer, as obras anunciadas têm o objetivo de reaquecer a economia e estimular a criação de empregos. Ele destacou que o governo está comprometido com o tema de concessões e disse que, na medida em que haja consenso, o governo produzirá atos normativos. Para lançar o programa o governo se preocupou, também, com as questões do financiamento, da licença ambiental e da segurança jurídica. Desta forma, anunciou que o BNDES e o fundo de investimentos do FGTS (FI-FGTS) entrarão com R$ 30 bilhões para ajudar no financiamento do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Sobre licença ambiental, o governo anunciou que todos os projetos de concessões serão autorizados após cumprirem a obrigatoriedade do licenciamento ambiental prévio. No caso da segurança jurídica, segundo o programa, as cláusulas de desempenho protegerão o usuário, com a fixação da qualidade do serviço como meta central da concessão. No caso das concessões de projetos à iniciativa privada, os editais só serão lançados depois de passar pelo debate público e obter o aval do Tribunal de Contas da União (TCU). [clique no título e leia a íntegra]

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Balões de ensaio só prejudicam a recuperação

Mesmo antes de ser concretizada a votação do processo de impeachment, grupos isolados já se manifestavam em defesa o governo afastado e a convocação de novas eleições. Entretanto, em nossa leiga avaliação, essas manifestações localizadas devem diminuir neste momento de aproximação das eleições municipais, visto que, mantidas, determinarão uma redução ainda maior no quadro de eleitos dos partidos que hoje estão na oposição. Na contramão do que se observa aqui, salvo manifestações já esperadas de alguns veículos da imprensa internacional, a primeira viagem de Temer à reunião do G20 ocorreu dentro da maior normalidade, respeito e acolhimento por parte dos governantes das demais nações. Ou seja, a troca de governante não abalou qualquer relação comercial do Brasil com nossos pares internacionais, à exceção de alguns dos bolivarianos. Agora, é fundamental que Michel Temer reúna (novamente!) sua equipe de governo e estabeleça seu projeto para os próximos dois anos, determinando o fim dos balões de ensaio e dos anúncios isolados que tanto prejudicam a governabilidade e a confiança do povo brasileiro, que ainda alimenta esperanças. Este momento exige, sim, o anúncio de um projeto único que tenha a capacidade de devolver o Brasil ao caminho da produtividade e que possa resgatar o emprego e a dignidade da nossa gente. Se passos coordenados em direção da recuperação da economia não forem dados, toda instabilidade voltará. [clique no título e leia a íntegra]

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Um roteiro para sair da crise

É fato indiscutível! A economia brasileira chegou ao seu pior estágio, provocando uma crise sem precedentes na produção das indústrias de bens de capital instaladas no país. Apesar de algumas recentes notícias de melhora, a produção industrial medida pelo IBGE nos últimos 12 meses - até julho - apresentou uma arrasadora retração de 24,7%. Esse impressionante resultado negativo precisa ser enfrentado de forma objetiva, o quanto antes pelo governo Temer, com um conjunto de ações que devolvam a confiança às indústrias, além de sua capacidade de competir. Num estudo recente, a CNI elencou uma série de propostas para o país sair da crise, indicando que é preciso, neste propósito, evitar atalhos e atuar sobre as causas da deterioração da economia, deixando claro que, quanto mais se postergarem as ações de correção, maiores serão os custos para a sociedade. São medidas duras que demandam negociações profundas com o Congresso Nacional e com as representações das empresas, dos trabalhadores e com a sociedade em geral, mas que podem ajudar o Brasil vencer a nefasta crise nos próximos dois anos. Não será simples, porém a equipe de Temer tem que arregaçar as mangas e começar agora o trabalho. O roteiro está dado. [clique no título e leia a íntegra]

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Agora é definitivo: o ‘pepino’ está com Temer

Pronto! Terminou a interinidade e Michel Temer assumiu definitivamente as funções de presidente da República, afastando a incômoda figura do duplo comando. Enquanto não chegava este momento, o número de desempregados foi crescendo - já são 11,8 milhões -, a produção industrial continuou amargando índices negativos, o comércio permaneceu vendo portas se fecharem, os novos negócios e investimentos pouco caminharam e a desconfiança internacional permaneceu. A partir de agora, o país precisa reverter essa situação e mudar o astral, buscando afastar o pessimismo, acreditando que toda mudança é salutar e que trará uma nova realidade para o Brasil, suas empresas e, principalmente, a seu sofrido povo. Chegamos a setembro com as esperanças renovadas e confiando que no curto ou no médio prazo o governo deverá iniciar as mudanças necessárias, capazes de tirar o país do imobilismo e da improdutividade. Temer sabe perfeitamente do ‘pepino’ que está recebendo. A jornada de recuperação será longa e árdua, porém terá que ser enfrentada dia após dia, com firmeza e sem promessas, com ações objetivas que garantam ao Brasil o retorno do desenvolvimento e da competitividade, tão fundamentais para que os brasileiros voltem a ter esperança.

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Após o último ato, a recuperação

Começou o ato final do julgamento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, acusada de irregularidades na gestão financeira do governo por meio da publicação de decretos que ampliaram a previsão de gastos sem autorização do Congresso e pelas chamadas pedaladas fiscais. O processo, que se arrasta por mais de três meses, colocou o Brasil numa difícil situação, visto que, neste período, o governo interino de Michel Temer quase nada conseguiu fazer para enfrentar a nefasta crise e conduzir o país para a desejada retomada do crescimento. O imbróglio que se criou foi cruel com a produção industrial, com o comércio e com os serviços que, há pelo menos dois anos, vinham assistindo e sentindo o declínio gradual da economia. Contra a situação atual, Temer terá que agir com energia a partir do momento em que assumir definitivamente o Planalto. As medidas virão. Muitas delas - amargas - terão que ser debatidas e, se aprovadas, deverão ser apoiadas, pois serão necessárias para reverter o quadro de quase insolvência do país e das empresas. Tudo em nome da recuperação da nossa economia, da nossa identidade e da esperança do povo brasileiro. [clique no título para ler a íntegra]

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