Reflexões da Redação
Pasquim 1977

“Brasileiro é tão bonzinho”

Há 40 anos, em dezembro de 1977, o jornal Pasquim estampava em sua primeira página a celebre frase “Brasileiro é tão bonzinho” proferida à época pela atriz Kate Lyra, que fazia a americana inocente em programas de humor na TV. Na capa, Kate reproduz a frase e Pelé, sim Pelé, retruca: “É... mas não sabe votar...”. Hoje - a pouco menos de doze meses das eleições do ano que vem - já estamos ensurdecidos diante de tanta asneira que somos quase que obrigados a ouvir de políticos dos mais diferentes partidos em suas aparições nos intervalos comerciais das emissoras. Os partidos - muitos deles desconhecidos - tentam demonstrar que têm a solução para resolver todas as dificuldades e crises pelas quais o país vem passando, porém, percebe-se que só estão ocupando o espaço gratuito. Falam por falar pois não têm programas concretos de governo. O problema é que, com essa falácia, acabam convencendo os brasileiros menos avisados, que passam a acreditar que ali está surgindo um salvador da pátria, capaz de dar um choque geral na situação e fazer o país mudar da água para o vinho, do dia para a noite. Diante do que temos visto e ouvido, passados 40 anos, somos obrigados a reafirmar que o brasileiro, mais uma vez, se prepara para cair na armadilha dos maus políticos e continuar a votar errado. [clique no titulo para ler a íntegra]

Infraestrutura Brasil

Infraestrutura: investir é fundamental

Há um consenso entre empresários, economistas e especialistas de que um país que despreza a importância da infraestrutura está fadado a travar as possibilidades de crescimento e desenvolvimento. Porém, da forma como as coisas estão sendo levadas pelos homens que comandam os destinos do Brasil, fica difícil vislumbrar que providências estruturais importantes sejam tomadas. Nossas estradas, aeroportos, portos, energia, entre outros, vivem - não é de hoje - uma situação de penúria, o que repercute na competitividade do país e das empresas, gerando perdas irreparáveis, com reflexo na atração de investimentos. Em função disso, o governo acabou lançando mão dos processos de privatização e concessão, decisivo para recuperação da infraestrutura, pois, além de contar com maior capacidade de mobilização de recursos, o setor privado é mais flexível e consegue responder rapidamente a oportunidades de mercado. Se nada for feito agora, o país corre o risco de parar. Porém, nos próximos doze meses, sob a égide das eleições de 2018, os parcos recursos do orçamento oficial, dificilmente serão aplicados em obras e serviços que atendam aos anseios dos brasileiros, especialmente nos próximos meses que antecedem as eleições de 2018. [clique no título para ler a íntegra]

Corrupção

CORRUPÇÃO: palavra de 2017

Tanto se falou, que CORRUPÇÃO foi escolhida por 37% dos brasileiros como a palavra do ano. Foram tantas prisões, mandados de busca e apreensão registrados, que a população nem pestanejou. Cravou CORRUÇÃO na cabeça! Esse foi o resultado da pesquisa #PalavraDoAno realizada pela Consultoria CAUSE em parceria com o Instituto Ideia Big Data. Segundo eles, a escolha reflete a ideia de descrença que marca o espírito dos cidadãos com relação aos acontecimentos de 2017. E não seria outro o sentimento dos brasileiros, que, aos poucos vêm tomando consciência de tudo de errado que se tem visto no país sob o comando de maus políticos, governantes inescrupulosos e empresários gananciosos. Neste contexto, está mais do que na hora dos brasileiros acabarem com a carreira de determinados políticos, figurinhas carimbadas que comandam seus partidos por anos a fio e que determinam os destinos das eleições. É importante que se espalhe aos quatro ventos que esses maus políticos, quando eleitos, montam seus esquemas para se locupletarem, angariando fortuna para gerações futuras de seus familiares. Ainda bem que temos a Lava Jato, que, mais dia menos dia vai pegar todos e torná-los inelegíveis. Espera-se que o novo delegado-geral da Polícia Federal não mude o roteiro até aqui vencedor. Para 2018, temos que buscar uma nova #PalavraDoAno. Que tal ESPERANÇA? [clique no título para ler a íntegra]

Brasilia plano piloto

Atenções voltadas para Brasília

Terminada a “semana morta”, acreditamos que os políticos, aboletados no Congresso Nacional, assumirão seus papéis de legislar em favor do Brasil e dos brasileiros, deixando de lado suas questões particulares e eleitoreiras. Os parlamentares deveriam abandonar qualquer outra atividade e se dedicar com profundidade nas reformas que ainda precisam ser votadas. É sabido que a economia tem apresentado sinais de recuperação. Além disso, a taxa de inflação segue num patamar de baixa, ampliando a renda disponível, a recuperação do consumo e a empregabilidade. Agregue-se a esse quadro, a taxa básica de juros que, segundo o BC, deverá encerrar o ano em 7% e inaugurar 2018 em 6,5%. Um recente estudo da CNI apontou que, apesar de a crise estar ficando para trás, ainda permanecem dúvidas quanto à intensidade e à duração da retomada. As principais fontes de incertezas permanecem sendo as questões previdenciária e tributária, além do controle dos gastos públicos. Neste contexto, fica claro que ainda há muito por se fazer e que seria necessária uma forte ação do parlamento, o que nos deixa céticos quanto a soluções. É que não é possível acreditar em nossos políticos que já estão em campanha para as eleições do ano que vem e continuarão se ancorando no corporativismo e nas atitudes combinadas, que não nos leva a nada. [clique no título para ler a íntegra]

Bem e Mal

Sobre o bem e o mal

Nem sempre é possível confiar no que se publica nas redes sociais. Porém, há casos tão marcantes que nos fazem ir atrás, na tentativa de encontrar o autor antes de dar a credibilidade que merece. Foi o caso que consideramos de grande relevância para reflexão dos leitores e que repetimos aqui neste espaço, neste momento de turbulência, instabilidade e insegurança política pelo qual o país continua passando. Há alguns meses viralizou na internet o vídeo de uma professora que afirmava a seus alunos que a institucionalização da debilidade, da mediocridade, do comodismo e da falta de compromisso geraria consequências cruéis para a sociedade. Neste contexto, ela cita um filósofo britânico do século 19, Benjamin D’Israeli, que disse que uma sociedade só tem chance quando os homens de bem tiverem a mesma audácia dos corruptos. Baseada nisso, a professora destaca que os debilitados moralmente, os marginais e os corruptos têm uma determinação fora do comum, enquanto os homens de bem praticam a lei do menor esforço. Ela pergunta: onde as pessoas têm mais chance de serem atendidas mais rapidamente e com eficiência; por uma pessoa que está vendendo droga ou por alguém que está atendendo no serviço público? E responde: eficiência é virtude que faz com que as pessoas e os negócios cresçam; é fácil perceber que se está enfraquecendo o bem e, cada vez mais, fortalecendo o mal, os debilitados moralmente e os corruptos. [clique no título para ler a íntegra]

Câmara vazia

Semana morta em Brasília

Com perdão do título, esta será uma semana morta no centro decisório do país. O presidente Temer está afastado, se recuperando de uma cirurgia, e Rodrigo Maia, presidente da Câmara, viajou com mais nove deputados. Todos só voltarão à ativa na semana que vem. Já o STF e o STJ decidiram tirar uma semana de descanso, promovendo uma mudança em data comemorativa da categoria e criando emenda com Finados. Ou seja, as instituições tiraram uma semana sabática. Numa análise simplista - como faz todo leigo - vão aqui umas perguntas: quando o presidente da República se afasta (ou viaja), quem assume não é (no nosso caso) o presidente da Câmara? Mas, mesmo com Temer combalido, ele foi viajar. Não dava para cancelar? Era tão oficial assim? E o Brasil, como fica? Um país em desenvolvimento, pobre como o nosso, requer muito trabalho e dedicação, requer presença e ação, requer interesse e vontade de fazer as coisas “voltarem aos trilhos”. Brasília, pelo que se vê, está às moscas. Tudo que teria que ser debatido agora ficou para a semana que vem. Devem ter pensado: o país que tanto já esperou, pode esperar um pouquinho mais. Só não avaliaram, entretanto, que cada semana perdida representa uma eternidade para os cidadãos e empresas, que anseiam por reformas fundamentais, como a Previdenciária e a Tributária. O Brasil e os brasileiros não merecem mais uma semana de inatividade. [clique no título para ler a íntegra]

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