Reflexões da Redação
Silêncio

A continuar o bate-boca, o Brasil não sai do lugar

As ‘cabeçadas’ no novo governo continuam e, a cada dia que passa, ficam piores, com manifestações que se sucedem, especialmente nesta fase de discussões sobre a importante reforma previdenciária. A todo momento surgem declarações que só servem para confundir a opinião pública e o mercado e que provocam agitações desnecessárias, muitas vezes prejudicando o andamento dos debates, que só são arrefecidas com a chegada de um desmentido ou uma mudança de ideia. Para evitar constrangimentos, uma solução que pode funcionar é a divulgação de informações, única e exclusivamente após um amplo debate e consenso entre os especialistas e ministros, para que não haja necessidade de sair correndo - como ocorreu - para desfazer o ‘ato falho’. Neste contexto, chega de Carlos, Eduardo, Flávio, Olavo, Damares, Ernesto, Abraham e tantos outros que só servem para tumultuar o processo de arrumação do Brasil. Entretanto, se o governo prosseguir com atitudes impensadas, que às vezes se aproximam do amadorismo político, o país continuará na mesma velha toada, sem perspectivas de retomar o tão necessário crescimento. [clique no título para ler a íntegra]

Ignorância imagem

“A ingnorância é que astravanca o pogressio”

No momento em que as coisas no país andam estranhas, repetimos aqui nossa reflexão sobre a ignorância. Vamos lá: caminhando pelas redondezas, notamos um antigo salão em reforma e perguntamos o que seria ali. Os trabalhadores disseram que seria um bingo: “bingo é proibido em outros países; aqui pode funcionar”. O episódio nos remeteu ao bordão “a ingnorância é que astravanca o pogressio”, popularizada por Odorico Paraguaçú ou por Bertoldo Brecha. Neste contexto, o professor Paulo Ghiraldelli diz que é urgente impedir semicultos de propagar bobagens. Ele cita a filósofa Hannah Arendt que dizia que os semicultos “falam pelos cotovelos e conquistam os ignorantes para a adesão da informação errada”, o que corrobora a preocupação com parte da população que, pouco interessada em informações confiáveis, fala o que lhe vem à cabeça. A ausência de um Estado preocupado com seus cidadãos acaba gerando ignorantes que não percebem que a situação atinge toda sociedade e chega às empresas, à economia e à política. [clique no título para ler a íntegra]

Bolsonaro eleito

100 dias de incertezas

Empossado em janeiro, o novo presidente da República completa 100 dias de governo, em meio a um clima de certa apreensão da população e do empresariado brasileiro. Para que esse ambiente negativo se modifique, é preciso que acabem as discussões e os embates paralelos envolvendo filhos, gurus, ministros e políticos que, como sempre, querem ver o circo pegar fogo. Queremos dizer com isso tudo o que o cidadão de bem deseja de verdade: que o governo concentre suas forças num programa de renovação e revitalização, muito além das reformas prioritárias, da Previdência e Tributária. Muita coisa precisa ser consertada, especialmente após dezoito anos de ações populistas e suspeitas que produziram retrocessos políticos e econômicos à nação. Neste contexto, o novo presidente disse que os seus ministros vão apresentar um balanço de suas pastas do que foi feito nestes 100 dias, destacando que tudo que foi demandado foi cumprido. Em sua rede social, disse que os ministros vão mostrar aos brasileiros que 95% das suas metas serão atingidas e o restante parcialmente atingido. [clique no título para ler a íntegra]

População

Os brasileiros precisam já de uma nova Previdência

Revendo uma reflexão nossa, produzida há cerca de dois anos, e que tem sido buscada por um grande número de leitores, decidimos atualizar as informações que, no frigir dos ovos, pretendem mostra aos senhores políticos brasileiros que precisamos urgentemente promover as reformas que tanto o país precisa e clama. Não dá mais para esperar, por exemplo, a alteração das regras da Previdência, visto que a projeção demográfica do IBGE é que, daqui 28 anos, a população brasileira vai atingir seu limite máximo, estimado em 233 milhões. A partir daí, deverá parar de crescer e que, os idosos - com 65 anos ou mais - representarão 22,2% da população total, quase o dobro de hoje. Ou seja, a população, além de estar crescendo menos, está envelhecendo, o que carecerá de um cuidado muito especial. De outra parte, é possível concluir que o potencial da força de trabalho começará a reduzir, caindo, também, a contribuição previdenciária. Portanto, se nada for feito agora, como será o rombo daqui a 10, 20, 30 anos? O texto inicial para a reforma, apresentado pelo governo, pode não agradar a todos, porém tem que ser discutido e ajustado sem cores e partidarismos. Ou seja, não dá mais para empurrar com a barriga. [clique no título para ler a íntegra]

Geração Distribuida

A geração distribuída no Brasil

Cerca de 70% da energia elétrica que se consome no Brasil advém do que é gerado nas usinas hidrelétricas. Entre as vantagens dessa fonte estão o melhor custo, a baixa emissão de poluentes e o fato de ser renovável. Entretanto, dados do governo apontam que, até 2030, essa modalidade de geração deverá cair, pois, mesmo sendo renovável, já se antecipa que, em algum momento do futuro, os rios começarão a se esgotar. Ou seja, o Brasil tem que incentivar - e de maneira urgente - a remodelação de sua matriz energética, para que dependamos cada vez menos do regime de chuvas para a geração de energia elétrica. Dentre as alternativas, uma das que mais tem atraído a atenção é a solar fotovoltaica, pois oferece a possibilidade das pessoas gerarem sua própria energia, a denominada microgeração distribuída que, segundo pesquisa Ibope, já registra interesse de 89% dos brasileiros. A EPE destaca que o país terá em 2024 mais de 1 milhão de sistemas fotovoltaicos em funcionamento e que para 2030 o objetivo é alcançar 25 GW de capacidade instalada. Neste contexto, o MME acaba de lançar relatório sobre a geração distribuída. [clique no título para ler a íntegra]

Calor

O calor insuportável e o consumo de energia elétrica

As elevadas temperaturas estão obrigando as pessoas a buscarem alternativas para se refrescar, nem que seja por uns minutinhos para aplacar o calor insuportável. Antonina, no Paraná, por exemplo, registrou, em meados de dezembro, a sensação térmica superior a 80 graus. Em 30 de janeiro o ONS registrou mais um recorde de carga no SIN, em função das altas temperaturas no país. Nas ruas as pessoas se socorrem das sombras das árvores, marquises e lojas. No transporte público, a sorte dos passageiros é encontrar um ônibus e um trem refrigerados. Nas residências, a grande maioria das pessoas ainda tem que conviver na esperança diária de uma brisa ou um ventilador. Entretanto, segundo a Eletros, cada vez mais as pessoas estão buscando o ar-condicionado como opção. “Ao longo do tempo, o equipamento deixou de ser um item de luxo por estar ligado diretamente à qualidade de vida”, diz Arnaldo Parra, da Abrava. Sobre o consumo, ele cita que já existem no mercado aparelhos que já melhoram esta questão. [clique no título para ler a íntegra]

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