Reflexões da Redação
Voto 2018

Inovação, também na política

É compreensão geral de que quem não promover inovação nos processos produtivos e administrativos perderá a condição de competir. Aliás, inovar é a palavra que deveria nortear todos os segmentos. Os processos criativos nas artes, na educação, na saúde, enfim, em tudo, é que determinam a evolução. Assim, vale a pena refletir também sobre o que vem ocorrendo no Brasil, principalmente com seus gestores, que têm provocado o afastamento cada vez maior das pessoas do debate político. O recente episódio dos caminhoneiros desnudou a fraqueza e a falta de capacidade de nossas lideranças que deixaram de tomar providências acertadas e rápidas, causando sofrimento à população, que se viu às voltas com a falta de combustíveis e o consequente “quase” desabastecimento. Em agosto começam as campanhas eleitorais, quando seremos submetidos a promessas infundadas. Caberá a cada um de nós procurar conhecer a história dos candidatos e entender por que eles querem seu voto. É difícil, mas temos que errar menos do que já erramos. É momento, portanto, de os brasileiros promoverem uma mudança na política, não somente substituindo as pessoas, mas exigindo postura ética, transparente e inovadora de quem venha a assumir as novas funções. Que sejam capazes de promover o encontro do país com a modernidade na política. [clique no título para ler a íntegra]

Luz acesa

Voltamos a andar para trás

Até dois ou três meses atrás o país tinha certeza de que as coisas tinham entrado nos eixos e que o PIB iria crescer algo em torno de 3% neste ano. Era voz corrente no mercado que a atividade econômica estava em franca recuperação. Entretanto os últimos dados acenderam as luzes da preocupação, pois começaram a retratar um cenário de reversão das expectativas, chamando a atenção para o fato de que o país já não estava conseguindo reverter a crise. Exemplo disso foi o recente anúncio do governo de que sua previsão de crescimento econômico reduziu para 2,5%. Não bastasse isso, o país inteiro está, neste momento, sendo afetado pela paralisação dos caminhoneiros, o que, certamente, trará consequências irreparáveis a curto e médio prazos. O bloqueio das estradas trouxe efeitos danosos, causando um perigoso desabastecimento dos itens básicos à população. A paralisação trouxe prejuízo também à operação das indústrias, pois a falta de insumos pode até provocar o aumento nos custos de produção. Ou seja, o país parou e o caos é iminente, fruto de um governo fraco, sem respaldo da população e do Congresso Nacional, cujos parlamentares, fracos também, continuam afastados de seu papel - único e exclusivo - de trabalhar pelo país e por seus cidadãos. Do jeito que as coisas estão caminhando - greve dos transportadores, copa do mundo, festas juninas e eleições -, o país permanecerá paralisado e não terá o crescimento esperado e necessário. [clique no título para ler a íntegra]

Gerdau solar

Cresce interesse pela geração distribuída no país

Cerca de 70% da energia elétrica que se consome no Brasil advém do que é gerado nas usinas hidrelétricas. Entre as vantagens dessa fonte estão o melhor custo, a baixa emissão de poluentes e o fato de ser renovável. Entretanto, dados do governo apontam que, até 2030, essa modalidade de geração deverá cair, pois, mesmo sendo renovável, já se antecipa que, em algum momento do futuro, os rios começarão a se esgotar. Ou seja, o Brasil tem que incentivar - e de maneira urgente - a remodelação de sua matriz energética, para que dependamos cada vez menos do regime de chuvas para a geração de energia elétrica. Dentre as alternativas, uma das que mais tem atraído a atenção dos investidores e consumidores é a solar fotovoltaica, pois oferece a possibilidade das pessoas gerarem sua própria energia, a denominada microgeração distribuída que, segundo pesquisa Ibope, já registra interesse de 89% dos brasileiros. A EPE - Empresa de Pesquisa de Energia - destaca que o país terá em 2024 mais de 1 milhão de sistemas fotovoltaicos em funcionamento e que para 2030 o objetivo é alcançar 25 GW de capacidade instalada por meio de investimentos de mais de 125 bilhões de reais. [clique no título para ler a íntegra]

Faixa presidente

A difícil arte de governar

Com a aproximação das eleições, crescem os debates sobre os nomes de pré-candidatos à cadeira de presidente da República. Pelas contas feitas já passam de dez, o que faz aumentar as possibilidades de escolha, porém, ao mesmo tempo, em nossa avaliação, pode se transformar em um complicador para a grande maioria dos eleitores. Independente de quem efetivamente participará do pleito, sejam aqueles mais conhecidos ou os que surgirem como alternativa à velha maneira de governar, uma coisa é certa: o eleito terá que estar respaldado por um forte apoio no novo Congresso Nacional que também advirá das eleições deste ano. Como diz o consultor político Gaudêncio Torquato, o escolhido terá muitas dificuldades para romper o cordão político produzido com os fios do fisiologismo de deputados e senadores - muitos deles candidatos à reeleição. É neste momento que surge a velha máxima da arcaica política: é dando que se recebe. Diante disso, podemos perceber que se evidencia uma dura conclusão para a eleição deste ano: qualquer um que for eleito sem maioria para presidir o país viverá o inferno de não conseguir realizar seus projetos de governo. Fica claro, assim, que, ou se promove uma reforma política profunda, que acabe com todas as mazelas, ou jamais se conseguirá realizar outras reformas fundamentais.

Debate político

Vida que segue

Os últimos dias foram de grande agitação. Na realidade, fatos meramente jurídicos para o enfrentamento da corrupção no Brasil tomaram dimensões políticas. O que deveria ser um ato normal de afastamento da sociedade de um agente que promoveu a institucionalização da corrupção acabou sendo usado por seguidores como um momento político partidário. Independente de tudo o que ocorreu, o Brasil não vai parar, visto que está acima de todos os inescrupulosos que tentaram - e ainda tentam - atrapalhar seu caminho rumo ao desenvolvimento e à devolução da dignidade aos seus cidadãos. Como avaliam especialistas e empresários, mesmo que em ritmo modesto e com os investimentos ainda retraídos, a economia está tomando o caminho da recuperação. Neste contexto, tudo o que se conquistou até hoje no país foi fruto da atividade séria de empresários que, mesmo em situações adversas, continuaram buscando condições para não interromper a produção. Se dependessem dos políticos e dos burocratas que passaram pelo Congresso e pelo Executivo nos últimos 15 anos, certamente as empresas já teriam fechado as portas e enterrado os investimentos de uma vida. Acreditamos ainda que, por ser maior e melhor que todos os políticos, o povo brasileiro usará as eleições de outubro para escolher candidatos comprometidos com a moral, com a ética e com o Brasil. [clique no título para ler a íntegra]

Mentira máscara

Sobre algumas mentiras preocupantes

Nos últimos tempos, estabeleceu-se um grande debate em todo o país sobre as fake news publicadas, especialmente, nas redes sociais e aplicativos, visando atingir pessoas e instituições. São divulgações mentirosas que causam forte impacto, muitas delas carregadas de bílis, ódio e mau sentimento - parafraseando o ministro Luís Roberto Barroso -, que atingem e levam prejuízos para toda a sociedade. Uma coisa é certa: neste ano em que o país terá eleições, esse tipo de notícia deverá crescer visto que, para garantirem votos, muitos candidatos lançarão mão de mentiras e promessas para ludibriar os menos avisados. Aliás, a mentira se traveste de formas diferentes: é o caso dos indiciados nas ações da Lava Jato. Nos interrogatórios, verifica-se uma enxurrada de justificativas, que não passam de mentiras e que só servem para confundir a população. Cada um defendendo a própria pele, fortalecendo a política suja suportada pela corrupção. Agem assim, mesmo sabendo que estão prejudicando o país. Não percebem estes senhores que, diante de tanta mentira e promessa, os brasileiros estão perdendo as esperanças de ver o país investir na volta do pleno emprego e na dignidade dos seus cidadãos. [clique no título para ler a íntegra]

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