Reflexões da Redação
Geração Distribuida

Geração distribuída: opção sólida para matriz energética brasileira

A matriz energética brasileira é sustentada basicamente pela geração hidrelétrica. Entre as vantagens dessa fonte estão o melhor custo, a baixa emissão de poluentes e o fato de ser renovável. Dados do governo apontam que, até 2030, essa modalidade de geração deverá cair - por insuficiência do potencial - para próximo de 65%. Ou seja, o páis tem que incentivar cada vez mais, e de maneira urgente, a remodelação de sua matriz energética, de forma a dependermos cada vez menos da água dos rios para a geração de energia. Dentre as alternativas a que mais têm atraído a atenção dos investidores e consumidores é a solar fotovoltaica, pois oferece a possibilidade das pessoas gerarem sua própria energia, denominada microgeração distribuída. A consultoria Boston Consulting Group lançou o estudo Geração de Energia Solar Descentralizada - Cenários e implicações para o setor no Brasil que aborda o potencial disruptivo da energia solar distribuída, apresentando motivos para adoção do modelo e projeções para o crescimento do segmento. O estudo aponta que a geração distribuída já é uma realidade no Brasil, e deve apresentar um alto crescimento nos próximos anos, devido à irradiação solar e dos incentivos econômicos (explícitos ou não) para usuários adotarem essa solução. [clique no título para ler a íntegra]

Vende Aluga

Placas de vende-se e aluga-se com os dias contados

Não precisa ser especialista para perceber que a crise econômica pegou de cheio o mercado imobiliário do país. Os financiamentos rarearam e os novos investimentos foram engavetados. Diante disso, acabou sobrando um grande estoque de imóveis para vender ou alugar. Agregue-se a esse cenário desolador a grande quantidade de imóveis que tiveram as obras iniciadas, mas que acabaram se transformando em esqueletos de concreto e ferro, sem perspectivas para a retomada da construção. Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada pelo Secovi-SP, que apurou que em junho/2017 a comercialização de 1.853 unidades residenciais novas na cidade de São Paulo, volume é 14,6% inferior ao total vendido no mês imediatamente anterior e 11,6% abaixo do resultado de junho/2016. No caso das locações, o Secovi-SP apontou pequena elevação nos preços médios dos aluguéis, o que, segundo a entidade, representa uma leve melhora, mas o estoque permanece grande. Esse pequeno detalhe pode ser a justificativa para o que nem tudo está tão ruim que não possa melhorar. Um recente estudo da CNI mesmo com a retração da atividade e a alta ociosidade no setor, as perspectivas dos empresários da indústria da construção estão menos pessimistas, com previsões de retomada dos negócios para 2018, com redução dos estoques e a consequente diminuição das placas, que, espera-se, estejam com os dias contados. [clique no título para ler a íntegra]

Infraestrutura2

Sem investir em infraestrutura o país não anda

Há um consenso entre empresários, economistas e especialistas de que um país que despreza a importância da infraestrutura está fadado a travar as possibilidades de crescimento e desenvolvimento. É patente que nossas estradas, aeroportos, portos, energia e saneamento vivem - e não é de hoje - uma situação de penúria, o que repercute na competitividade do país e das empresas e na atração de investimentos, além de perdas irreparáveis. O histórico de baixo investimento em infraestrutura está intrinsecamente associado à limitada capacidade do Estado. A situação é tão ruim que até o Banco Mundial se manifestou preocupado. Em meados do ano passado, um diretor do banco, Martin Raiser, chegou a afirmar que nossa infraestrutura é deplorável. O Estado, com dificuldades para cobrir o elevado déficit, não conseguiu, até hoje, planejar, elaborar projetos, além de contratar, fiscalizar e assegurar a execução integral. Em função disso, o governo acabou lançando mão dos processos de privatização e concessão. Do ponto de vista do empresariado brasileiro, o novo pacote é decisivo para recuperação da infraestrutura. É óbvio que há vozes discordantes, porém é convicção quase geral que, se nada for feito agora para atrair investimentos em infraestrutura, o país corre o risco de parar. As estradas permanecerão esburacadas, os portos e aeroportos ainda ineficientes e as ferrovias envelhecidas e com pouco uso. [clique no título para ler a íntegra]

População

207 milhões, 660 mil e 929 brasileiros pedem vida digna

A população brasileira atingiu a marca de 207.660.929 habitantes. O número é grandioso e, ao mesmo tempo, preocupante. Segundo o IBGE, em 12 meses, o crescimento populacional foi de 0,77% (1.579.496 em números absolutos), um pouco menor do que a taxa de 0,80% medida no mesmo período imediatamente anterior. De 2014 para 2015, a taxa tinha sido de 0,83%. De posse destas informações, de cara, é possível perceber que a população, além de estar crescendo menos, está envelhecendo, o que carece de um cuidado muito especial. Num segundo instante, será possível concluir que o potencial da força de trabalho começará a reduzir, caindo, também, a contribuição previdenciária. É momento, portanto, do Congresso Nacional pensar com a cabeça no futuro do país, deixando de lado o imediatismo das eleições. É hora dos senadores e deputados se debruçarem de forma séria sobre a questão da Previdência e promoverem a reforma tão necessária. Para começar, será fundamental que os brasileiros - já nas próximas eleições - promovam uma profunda renovação na Câmara e no Senado - e também no Executivo, claro -, elegendo mulheres e homens comprometidos com o país e com os cidadãos brasileiros, deixando de lado os velhos e carcomidos políticos que, salvo mínimas exceções, só trabalham sob o mote do toma lá, dá cá. [clique no título para ler a íntegra]

Seca e Chuva

Situação de emergência lembra falta de investimento

As manchetes deram um alívio às questões políticas que emporcalham o país, mostrando que um quarto dos municípios brasileiros está em estado de emergência causado pela seca ou pelo excesso de chuva. Aliás, isso não é novidade, pois entra ano sai ano a situação se repete. A seca que atinge grande parte do nordeste já é conhecida há pelo menos duzentos anos - remonta o tempo de D. Pedro II -, porém nunca houve qualquer ação para minimizar o sofrimento dos brasileiros da região. O pouco que se fez consumiu muito dinheiro e resultou em praticamente nada. Ou melhor, ajudou muitas lideranças - especialmente políticas - que se locupletaram com as verbas públicas. No caso das inundações, muito desastre poderia ter sido evitado com obras de contenção e desvios de rios que todo ano saem dos seus leitos e destroem cidades, casas e famílias. Incidentes climáticos à parte, investimentos fortes em infraestrutura também ajudariam sobremaneira a redução dos problemas. Da mesma forma que no nordeste, as autoridades, ano após ano, esperam acontecer os desastres para depois entrar com os pedidos de verbas emergenciais. Para corrigir essa falta de infraestrutura, o país e seus dirigentes precisam mudar a maneira de conduzir os projetos, adotando investimentos em obras preventivas. As privatizações ajudariam muito. [clique no título para ler a íntegra]

Eletrobras logo

Anúncio de desestatização da Eletrobras agita o mercado

O anúncio do Ministério de Minas e Energia de que vai propor ao Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) a redução da participação da União no capital da Eletrobras, agitou mercado e fez as ações da empresa dispararem na Bolsa de Valores de São Paulo, atingindo um crescimento próximo de 50%. Segundo o Ministério, a medida trará maior competitividade e agilidade à empresa para gerir suas operações, sem as amarras impostas às estatais. Esse movimento permitirá à Eletrobrás implementar os requisitos de governança corporativa exigidos no novo mercado, equiparando todos os acionistas - públicos e privados - com total transparência em sua gestão. O processo de desestatização da Eletrobras, que deve estar concluído até o final do primeiro semestre do ano que vem, ainda não tem uma modelagem definida, mas já desperta interesse de empresas e de investidores. O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, disse que a proposta pode gerar uma arrecadação de até 20 bilhões de reais para a União. Segundo ele, o que está se propondo é a emissão de novas ações e, ao se fazer isso, as atuais ações serão diluídas, e a participação da União será diluída também. Coelho Filho citou que proposta é que sejam colocadas barreiras para impedir a concentração dessa compra nas mãos de um único investidor ou grupo. [clique no título para ler a íntegra]

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