Reflexões da Redação
Infraestrutura Brasil

Infraestrutura requer investimentos de R$ 1,7 trilhão

Que a infraestrutura de transporte no Brasil é degradada e ineficiente todo mundo já sabia. Entretanto, o que, provavelmente, não se conhecia é o quanto é preciso para a solução de todos os problemas que, há décadas, promovem o atraso no desenvolvimento do país. Um estudo da CNT identificou que o Brasil precisa de mais de R$ 1,7 trilhão para solucionar e modernizar a infraestrutura de transporte. O Plano identifica um conjunto de intervenções em todos os modais - rodoviário, ferroviário, aquaviário e aéreo, além do transporte público urbano -, visando a promover, da forma mais conveniente e com os menores tempo e custo, o deslocamento de pessoas e bens. As propostas apontam a infraestrutura de transporte ideal, de forma a ampliar a capacidade e a eficiência logística do Brasil. Neste contexto, a Abdib também preparou uma agenda que prioriza um conjunto de avaliações e recomendações para aumentar o nível de investimento em infraestrutura no Brasil, com o objetivo de dialogar com autoridades e instituições públicas e privadas durante e depois do período eleitoral. Fica evidente, portanto, que o buraco é muito maior do que se imaginava, e que a tendência é o país parar por falta de meios para escoar suas riquezas. [clique no título para ler a íntegra]

Brasil outro mundo Herta

Brasil, um país do outro mundo

A jurista Herta Daubler-Gmelin, que foi ministra da Justiça da Alemanha entre 1998 e 2002, esteve no Brasil no ano passado para um debate sobre democracia. Entrevistada, afirmou que nunca aconteceria na Alemanha de um presidente alvo de denúncia por suspeitas de corrupção não renunciar imediatamente ao cargo. "O Brasil é outro mundo", ressalvou. Um destacado jornalista brasileiro, diante de notícias estranhas, sempre lembra: “existem países do primeiro mundo, do terceiro mundo e o Brasil, que é do outro mundo”. Realmente, há exemplos gritantes que nos fazem acreditar nisso, como o caso do deputado que, condenado e preso em regime semiaberto, trabalha na Câmara Federal durante o dia e à noite volta para a penitenciária. Como esse exemplo, tem muita coisa acontecendo na política que não se explica e que a Justiça não resolve com a celeridade necessária. É o caso gritante que estamos vivenciando às vésperas das eleições: um condenado em segunda instância, cumprindo pena em regime fechado, lança sua candidatura à presidência da República. Situações assim trazem consequências graves para o país, gerando mais instabilidade política, jurídica e, principalmente, econômica. [clique no título para ler a íntegra]

Eleições 2018

Apesar do desalento, eleição pode trazer redenção

Cansados de tanta frustração, os brasileiros se esforçam para acreditar que as eleições de outubro possibilitarão o surgimento de pessoas e propostas que tirem o Brasil do buraco. Entretanto, faltando dois meses para a realização do primeiro turno, o cenário continua confuso, sem qualquer novidade que nos permita vislumbrar mudanças, nem mesmo na sórdida divisão entre nós e eles. Muito pelo contrário, o que se viu e ouviu até aqui foram ideias continuístas e promessas que não passam do mais do mesmo. Aliás, só uma coisa é certa: a renovação no Congresso Nacional será menor do que se precisava. Podemos entrar em 2019 esperando por um milagre, mesmo sabendo que ele não existe. Pior para o Brasil que, em meio à crise política e econômica sem precedentes e à corrupção desenfreada, tem vivido, nos últimos anos, um processo quase que diário de destruição da esperança de se transformar num país melhor para seu povo. Da mesma forma que os cidadãos comuns, os empresários da indústria, do comércio e dos serviços anseiam por uma reviravolta no atual quadro, para que o país retorne à situação de normalidade, com a volta dos investimentos, do crédito e de políticas sérias que permitam a retomada da produtividade e da capacidade de competir. [clique no título para ler a íntegra]

Ignorância imagem

A ignorância é que atravanca o progresso

Caminhando pelas redondezas, notamos um antigo salão em reforma. Perguntamos a trabalhadores o que seria ali. Afirmaram que seria um bingo. Dissemos que bingo é proibido no Brasil e responderam: “bingo é proibido em outros países; aqui pode funcionar”. O episódio nos fez recordar o bordão “a ignorância é que atravanca o progresso”, popularizada por Odorico Paraguaçú ou por Bertoldo Brecha, na Escolinha de Chico Anísio. Em artigo, o professor da USP Paulo Ghiraldelli, destaca que é urgente impedir semicultos de propagar bobagens. Ele cita a filósofa Hannah Arendt que chamava os semicultos de filisteus da cultura, que “falam pelos cotovelos e conquistam os ignorantes para a adesão da informação errada”, o que se encaixa na nossa preocupação com parte da população brasileira que, pouco interessada em informações de procedência confiável, fala o que lhe vem à cabeça, com base em assuntos colhidos aqui e ali. A ausência de um Estado preocupado em formar seus cidadãos acaba gerando uma população de pessoas desinformadas e desinteressadas. Ignorantes, não atentam à situação que se entranha nos segmentos da sociedade, chegando às empresas, à economia e à política, reduzindo a possibilidade do desenvolvimento e do progresso. [clique no título para ler a íntegra]

Geração Distribuida

Cresce interesse pela geração distribuída no país

Cerca de 70% da energia elétrica que se consome no Brasil advém do que é gerado nas usinas hidrelétricas. Entre as vantagens dessa fonte estão o melhor custo, a baixa emissão de poluentes e o fato de ser renovável. Entretanto, dados do governo apontam que, até 2030, essa modalidade de geração deverá cair, pois, mesmo sendo renovável, já se antecipa que, em algum momento do futuro, os rios começarão a se esgotar. Ou seja, o Brasil tem que incentivar - e de maneira urgente - a remodelação de sua matriz energética, para que dependamos cada vez menos do regime de chuvas para a geração de energia elétrica. Dentre as alternativas, uma das que mais tem atraído a atenção dos investidores e consumidores é a solar fotovoltaica, pois oferece a possibilidade das pessoas gerarem sua própria energia, a denominada microgeração distribuída que, segundo pesquisa Ibope, já registra interesse de 89% dos brasileiros. A EPE - Empresa de Pesquisa de Energia - destaca que o país terá em 2024 mais de 1 milhão de sistemas fotovoltaicos em funcionamento e que para 2030 o objetivo é alcançar 25 GW de capacidade instalada por meio de investimentos de mais de 125 bilhões de reais. [clique no título para ler a íntegra]

Recessão 2016

Brasil, um país ladeira abaixo?

A situação do Brasil tem assumido contornos insustentáveis. Em pleno ano de eleições, quando a nação deveria estar mobilizada para um debate democrático pela retomada da estabilidade política e pelo crescimento econômico, o que se vê é justamente o contrário. Os políticos desapareceram das discussões no Congresso e agora, após as festas juninas, só têm se dedicado a acompanhar a Copa e a visitar suas bases eleitorais, numa tentativa de conquistarem a reeleição. Ou seja, até o final do ano, nada mais se deve esperar dos deputados e senadores. Triste sina de um país e de seu povo que tanto clamam por reformas fundamentais e urgentes na Saúde, Educação, Previdência, Infraestrutura - e em tudo mais - para que seja possível a retomada da empregabilidade e da vida digna. De parte do Executivo, então, provavelmente nada mais vai acontecer. Um presidente fraco, sem apoio do Congresso e da população, dificilmente tomará medidas que possam mudar a atual situação. Em verdade, estamos num mato sem cachorro, rezando para 2019 chegar logo para que possamos nos ver livres de toda essa corja que só se lambuza nas poucas aparições e manifestações. [clique no título para ler a íntegra]

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