Reflexões da Redação
Esperança

A luta contra a corrupção

A confirmação do juiz federal Sérgio Moro para o Ministério da Justiça evidencia a orientação do novo governo para as questões relacionadas à corrupção e ao crime organizado. Em sua primeira nota pública, Moro escreveu: “a perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito à Constituição, à lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisão”. Ele concluiu dizendo que a Operação Lava Jato seguirá em Curitiba. Renegado por quem já sabíamos que renegariam, a escolha e o aceite vieram em muito boa hora, visto que o Brasil precisa, sim, de homens que queiram, de verdade, combater esta doença, que quase leva o país ao fundo do poço. Nas urnas os brasileiros já deram o recado e conseguiram aposentar - mesmo que temporariamente - muitos políticos, velhas raposas que, comandando seus partidos, determinavam os destinos das eleições. Em 2017, a palavra corrupção foi “a palavra do ano” por 37% dos cidadãos brasileiros. A chegada de um governo compromissado com o respeito à Constituição, à Democracia e às Liberdades nos leva a acreditar que viveremos um novo ambiente a partir do ano que vem. É importante que não se perca a esperança de termos um país melhor daqui para frente. [clique no título para a ler a íntegra]

Bolsonaro eleito

O Brasil e o novo Presidente

A maioria dos brasileiros acaba de escolher seu novo Presidente da República que, em seu primeiro discurso, assumiu o compromisso de governar o Brasil priorizando o respeito à Constituição, à Democracia e às Liberdades. Neste contexto, é importante que o escolhido coloque a Nação à frente de tudo, priorizando as pessoas e as empresas que fazem a engrenagem funcionar. Assim, pelo que foi possível depreender até o momento, entendemos que o país não vai parar diante dos inescrupulosos que tentam atrapalhar o caminho do desenvolvimento e da devolução da dignidade aos cidadãos. O novo presidente tem deixado claro que pretende reduzir os elevados custos e déficit provocados pela máquina pública, promovendo uma drástica redução no número de ministérios e buscando, para isso, enfrentar o corporativismo, as trocas de apoios por cargos e os favorecimentos. Mesmo não conhecendo efetivamente suas propostas, pelo que se depreende das primeiras palavras, é possível antever para os próximos anos um período de política econômica forte - com destaque para as reformas e as privatizações - capaz de dar respostas que devolvam às empresas a possibilidade de voltarem a competir tanto no mercado interno como no externo. [clique no título para ler a íntegra]

Geração Distribuida

Cresce interesse pela geração distribuída no país

Cerca de 70% da energia elétrica que se consome no Brasil advém do que é gerado nas usinas hidrelétricas. Entre as vantagens dessa fonte estão o melhor custo, a baixa emissão de poluentes e o fato de ser renovável. Entretanto, dados do governo apontam que, até 2030, essa modalidade de geração deverá cair, pois, mesmo sendo renovável, já se antecipa que, em algum momento do futuro, os rios começarão a se esgotar. Ou seja, o Brasil tem que incentivar - e de maneira urgente - a remodelação de sua matriz energética, para que dependamos cada vez menos do regime de chuvas para a geração de energia elétrica. Dentre as alternativas, uma das que mais tem atraído a atenção é a solar fotovoltaica, pois oferece a possibilidade das pessoas gerarem sua própria energia, a denominada microgeração distribuída que, segundo pesquisa Ibope, já registra interesse de 89% dos brasileiros. A EPE - Empresa de Pesquisa de Energia - destaca que o país terá em 2024 mais de 1 milhão de sistemas fotovoltaicos em funcionamento e que para 2030 o objetivo é alcançar 25 GW de capacidade instalada por meio de investimentos de mais de 125 bilhões de reais. [clique no título para ler a íntegra]

Ignorância imagem

“A ingnorância é que astravanca o pogressio”

No momento em que o país se prepara para escolher o novo presidente, estamos repetindo esta reflexão sobre a ignorância. Vamos lá: caminhando pelas redondezas, notamos um antigo salão em reforma. Perguntados sobre o que seria ali, os trabalhadores disseram que seria um bingo. E completaram: “bingo é proibido em outros países; aqui pode funcionar”. O episódio nos remete ao bordão “a ignorância é que atravanca o progresso”, popularizada por Odorico Paraguaçú - ou por Bertoldo Brecha, na escolinha de Chico Anísio. O professor da USP Paulo Ghiraldelli, destaca que é urgente impedir semicultos de propagar bobagens. Ele cita a filósofa Hannah Arendt que dizia que os semicultos “falam pelos cotovelos e conquistam os ignorantes para a adesão da informação errada”, o que se encaixa na nossa preocupação com parte da população brasileira que, pouco interessada em informações confiáveis, fala o que lhe vem à cabeça. A ausência de um Estado preocupado em formar cidadãos acaba formando pessoas desinformadas e ignorantes, que não atentam que a situação atinge toda sociedade e chega às empresas, à economia e à política. [clique no título para ler a íntegra]

Infraestrutura Brasil

Infraestrutura requer investimentos de R$ 1,7 trilhão

Que a infraestrutura de transporte no Brasil é degradada e ineficiente todo mundo já sabia. Entretanto, o que, provavelmente, não se conhecia é o quanto é preciso para a solução de todos os problemas que, há décadas, promovem o atraso no desenvolvimento do país. Um estudo da CNT identificou que o Brasil precisa de mais de R$ 1,7 trilhão para solucionar e modernizar a infraestrutura de transporte. O Plano identifica um conjunto de intervenções em todos os modais - rodoviário, ferroviário, aquaviário e aéreo, além do transporte público urbano -, visando a promover, da forma mais conveniente e com os menores tempo e custo, o deslocamento de pessoas e bens. As propostas apontam a infraestrutura de transporte ideal, de forma a ampliar a capacidade e a eficiência logística do Brasil. Neste contexto, a Abdib também preparou uma agenda que prioriza um conjunto de avaliações e recomendações para aumentar o nível de investimento em infraestrutura no Brasil, com o objetivo de dialogar com autoridades e instituições públicas e privadas durante e depois do período eleitoral. Fica evidente, portanto, que o buraco é muito maior do que se imaginava, e que a tendência é o país parar por falta de meios para escoar suas riquezas. [clique no título para ler a íntegra]

Brasil outro mundo Herta

Brasil, um país do outro mundo

A jurista Herta Daubler-Gmelin, que foi ministra da Justiça da Alemanha entre 1998 e 2002, esteve no Brasil no ano passado para um debate sobre democracia. Entrevistada, afirmou que nunca aconteceria na Alemanha de um presidente alvo de denúncia por suspeitas de corrupção não renunciar imediatamente ao cargo. "O Brasil é outro mundo", ressalvou. Um destacado jornalista brasileiro, diante de notícias estranhas, sempre lembra: “existem países do primeiro mundo, do terceiro mundo e o Brasil, que é do outro mundo”. Realmente, há exemplos gritantes que nos fazem acreditar nisso, como o caso do deputado que, condenado e preso em regime semiaberto, trabalha na Câmara Federal durante o dia e à noite volta para a penitenciária. Como esse exemplo, tem muita coisa acontecendo na política que não se explica e que a Justiça não resolve com a celeridade necessária. É o caso gritante que estamos vivenciando às vésperas das eleições: um condenado em segunda instância, cumprindo pena em regime fechado, lança sua candidatura à presidência da República. Situações assim trazem consequências graves para o país, gerando mais instabilidade política, jurídica e, principalmente, econômica. [clique no título para ler a íntegra]

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