Reflexões da Redação
População

Previdência: não dá mais para empurrar com a barriga

No momento em que os políticos brasileiros se preparam para votar a reforma da Previdência, lembramos neste espaço uma reflexão produzida há cerca de dois anos e que tem sido buscada por um grande número de leitores. Com informações atualizadas, pretendemos mostrar aos senhores políticos que precisamos urgentemente promover as reformas de que a população tanto precisa. Uma recente projeção demográfica realizada pelo IBGE indica que, daqui 28 anos, a população brasileira vai atingir seu limite máximo, estimado em 233 milhões. A partir daí, deverá parar de crescer e os idosos - com 65 anos ou mais - representarão 22,2% da população total, quase o dobro de hoje. Ou seja, além de estar crescendo menos, os brasileiros estão envelhecendo. De outra parte, é possível concluir que o potencial da força de trabalho começará a reduzir, caindo, também, a contribuição previdenciária. Portanto, se nada for feito agora, como ficará o rombo daqui a 10, 20, 30 anos? O atual texto da reforma pode não agradar a todos, porém tem que ser discutido e ajustado sem cores e partidarismos. Ou seja, não dá mais para empurrar com a barriga. [clique no título para ler a íntegra]

Acordo Mercosul UE

Finalmente, sai o acordo Mercosul e União Europeia

Num momento em que a Argentina enfrenta uma crise econômica sem precedentes e o Brasil, de governo novo, tenta se recuperar da recessão que já dura alguns anos, o Mercosul e a União Europeia anunciaram um acordo de livre comércio entre os dois blocos. Após duas décadas de negociações, o pacto já está sendo considerado por especialistas um marco histórico. Para o governo brasileiro, este é o acordo mais amplo e de maior complexidade já negociado, destacando marcos regulatórios, tarifas alfandegárias, regras sanitárias, propriedade intelectual e compras públicas. Segundo a CNI, o pacto abrirá o mercado europeu para alguns setores da indústria, aumentando a competitividade do segmento têxtil, químico, madeireiro, aeronáutico e de autopeças. Também serão beneficiados os produtos do segmento agrícola, como suco de laranja, frutas, café solúvel, peixes, crustáceos e óleos vegetais, açúcar, etanol, arroz, ovos, mel e carnes bovina, suína e de aves. Apesar das dificuldades enfrentadas neste momento pelo Brasil e pela Argentina, há que se confiar que, com o acordo apresentado, o Mercosul possa se reabilitar e se tornar um bloco econômico de verdade. [clique no título para ler a íntegra]

Abinee tomada 3 pinos

País do outro mundo quer mudar padrão de plugues e tomadas novamente

O jornalista Ricardo Boechat, falecido no início deste ano, dizia que o Brasil é uma nação diferenciada, onde quase tudo que acontece beira o esquisito, sem algo parecido no mundo. Diante de notícias estranhas, ele disparava a frase: “existem países do primeiro mundo, do terceiro mundo e o Brasil, que é do outro mundo”. A afirmação cai como uma luva neste momento em que o presidente da República prepara uma norma para revogar o uso compulsório da tomada de três pinos. Aliás, seus assessores preferem politizar o assunto e chama-la de ‘tomada do PT’, esquecendo-se que toda discussão teve início nos anos 1990, durante o governo FHC. Esquecem, também, do principal aspecto que motivou a escolha do padrão brasileiro de plugue e tomada: a segurança. Neste contexto, é importante que o governo analise o assunto, única e exclusivamente do ponto de vista técnico, deixando de lado o revanchismo político. [clique no título para ler a íntegra]

Bem e Mal

Sobre o bem e o mal

Estamos repetindo essa reflexão em virtude dos últimos acontecimentos. Nem sempre é possível confiar no que se publica nas redes sociais. Porém, há casos tão marcantes que nos fazem ir atrás, na tentativa de encontrar o autor antes de dar a credibilidade que merece, especialmente em momentos de turbulência e instabilidade política. Neste contexto, lembra-se do filósofo britânico do século 19, Benjamin D’Israeli, que disse que uma sociedade só tem chance quando os homens de bem tiverem a mesma audácia dos corruptos. Baseada nisso, em vídeo amplamente conhecido, a professora Lúcia Helena Galvão - da escola de Filosofia Nova Acrópole - pergunta: onde as pessoas têm mais chance de serem atendidas mais rapidamente e com eficiência? Por uma pessoa que está vendendo droga ou por alguém que está atendendo no serviço público? E ela própria responde: eficiência é virtude que faz com que as pessoas e os negócios cresçam; é fácil perceber que se está enfraquecendo, cada vez mais, o bem, e fortalecendo o mal, os moralmente debilitados e os corruptos. [clique no título para ler a íntegra]

Transporte trem

Infraestrutura não pode ser bicho de sete cabeças

Não é de hoje que se fala da retomada da malha ferroviária de média distância para transporte de passageiros, especialmente entre cidades próximas da região metropolitana de São Paulo. A ideia, apresentada no início do ano pelo atual governador do Estado, deverá vir através de Parceria-Público-Privada, seguida de concessão, com a participação de investidores estrangeiros, visando utilizar os trilhos já existentes. Obras como essa, que exigem grande folego, deveriam servir de incentivo para outras regiões do país, pois representam melhoria para a combalida infraestrutura brasileira de transporte de passageiros e também de carga. Para a Abdib, os investimentos em infraestrutura geram emprego, massa salarial, atividade econômica, arrecadação tributária, entre outros benefícios. Neste contexto, empresários e especialistas em transporte dizem que um país que despreza a infraestrutura está fadado a travar suas possibilidades de crescimento e torcem para que ela não seja, mais uma vez, abandonada à sorte. [clique no título para ler a íntegra]

Silêncio

A continuar o bate-boca, o Brasil não sai do lugar

As ‘cabeçadas’ no novo governo continuam e, a cada dia que passa, ficam piores, com manifestações que se sucedem, especialmente nesta fase de discussões sobre a importante reforma previdenciária. A todo momento surgem declarações que só servem para confundir a opinião pública e o mercado e que provocam agitações desnecessárias, muitas vezes prejudicando o andamento dos debates, que só são arrefecidas com a chegada de um desmentido ou uma mudança de ideia. Para evitar constrangimentos, uma solução que pode funcionar é a divulgação de informações, única e exclusivamente após um amplo debate e consenso entre os especialistas e ministros, para que não haja necessidade de sair correndo - como ocorreu - para desfazer o ‘ato falho’. Neste contexto, chega de Carlos, Eduardo, Flávio, Olavo, Damares, Ernesto, Abraham e tantos outros que só servem para tumultuar o processo de arrumação do Brasil. Entretanto, se o governo prosseguir com atitudes impensadas, que às vezes se aproximam do amadorismo político, o país continuará na mesma velha toada, sem perspectivas de retomar o tão necessário crescimento. [clique no título para ler a íntegra]

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