Reflexões da Redação
Combustíveis bomba

O risco de aumentar os combustíveis

Deve haver alguma lógica na decisão do governo de promover o aumento do PIS e da Cofins sobre os preços dos combustíveis que, diferente do presidente da República, os brasileiros não conseguiram compreender, muito menos aceitar. Em meio à crise política, o governo não conseguiu aprovar importantes medidas e acabou encontrando o caminho mais fácil para não estourar a meta estabelecida para o déficit das despesas deste ano. Pelo pouco que conhecemos de economia, reajustar o preço da gasolina, do álcool e do diesel - no momento em que o país luta para sair do atoleiro -, parece ser um grande contrassenso, pois o reflexo na taxa de inflação será imediato. O aumento afetará diretamente o preço dos produtos nas prateleiras, visto que o abastecimento no Brasil tem dependência quase que total do transporte rodoviário, movido a frete. E não vai ficar só nisso. Também, os serviços promoverão o repasse de custos, engrossando o caldo inflacionário. É evidente que o governo aproveitou o atual momento em que todos os indicadores conduzem para uma inflação abaixo da meta para promover esta majoração tributária, que, certamente, enterrará mais ainda a baixa popularidade do presidente. Fica a questão: o novo patamar inflacionário, que advirá do aumento dos combustíveis, afetará a queda da Selic? [clique no título para ler a íntegra]

Voto 2018

Uma resposta rápida e dirigida

Semana passada perguntamos aqui neste espaço para que servem os políticos. Como a grande maioria dos brasileiros, sabemos conceitualmente para que estão nos cargos, porém, pelo que se vê, suas funções têm sido distorcidas há muito tempo. Queríamos, portanto, lançar uma provocação motivada pela falta de empenho ou interesse da grande maioria dos parlamentares em ajudar o Brasil real a sair da crise. Só não esperávamos que a resposta viesse tão rápida. E chegou por meio de uma proposta incluída no relatório parcial da Reforma Política pelo deputado federal e relator Vicente Cândido, que impede que candidatos sejam presos até oito meses antes das eleições. Se aprovada até setembro próximo, a medida, que pode evitar a prisão de políticos investigados e condenados, como é o caso, por exemplo, do ex-presidente Lula - do mesmo partido do relator -, já valeria para as eleições do ano que vem. Segundo o deputado, apesar da coincidência de legenda, a proposta não foi feita com o objetivo de favorecer Lula, mas a todos os parlamentares. Seja para quem for, ainda bem que alguns membros do Congresso já estão manifestando suas posições contrárias a mais este casuísmo político, um verdadeiro escárnio ao pensamento da sociedade brasileira, que quer, de uma vez por todas, acabar com atitudes corporativistas, antiéticas e imorais como esta. Tem que ser assim: matar no nascedouro. [clique no título para ler a íntegra]

Congresso bsb

Para que servem os políticos?

Enquanto o tecido político não funciona, a economia vai colhendo resultados positivos. Diariamente recebemos informações positivas dos setores industriais, que nos fazem vislumbrar dias melhores. Uma boa notícia veio da CNI que apontou que o faturamento da indústria em maio registrou crescimento de 5,5% em relação ao mês anterior. A ANFAVEA mostrou que no primeiro semestre foram comercializadas um milhão de unidades de veículos, e que as exportações cresceram 57%. A ABINEE informou que a produção de eletroeletrônicos cresceu 3,7% nos primeiros cinco meses do ano sobre o mesmo período de 2016. A ABIMAQ destacou que o setor de máquinas faturou 1,1% a mais neste ano que no ano passado. A balança comercial do país registrou superávit de US$ 37 bilhões neste primeiro semestre. Com a deflação de junho, economistas apostam que o IPCA do ano ficará em 3,8%. O desemprego teve leve queda no trimestre de março/abril/maio, ficando em 13,3%, o que é um bom sinal. Como é possível notar, os setores produtivos lutam com suas próprias forças para sair do atoleiro, pois pouco - ou quase nada - têm recebido de suporte governamental, seja através de políticas industriais, de crédito ou de investimentos. As empresas aguardam o fim do imbróglio político, marcado pelo retardamento de importantes reformas para o país. Que pena que a iniciativa privada dependa do tecido político para concretizar seus projetos! [clique no título para ler a íntegra]

Enganação

Lei do Engano

Tivemos um amigo de muitos anos que, por mais exemplos que déssemos, não havia meio de ele se corrigir. Ao invés de usar a expressão ‘ledo engano’, para tratar de algum erro leve ou ingênuo dito, ele disparava: ‘lei do engano’. Passados alguns anos de sua morte, não temos como afirmar que ele não estava correto por utilizar a tal expressão. Analisando a atual cena política, acreditamos que ele já antevia o quão enganados seríamos pelas lideranças políticas do nosso país. Ele se foi e levou com ele a informação que talvez pudesse ter ajudado para que o Brasil não se afundasse na crise política, fomentada por uma maioria de parlamentares nada compromissados com as demandas da sociedade. Não que os políticos tenham sido diferentes em anos ou décadas passadas, mas é que, no momento atual, os desvios de conduta destes senhores são tão deslavados que parece que a situação foi inaugurada só agora. É isso mesmo: existia antes, mas hoje foi institucionalizada. Os brasileiros começaram a perceber agora que têm sido enganados pelos políticos todos os dias. E não dá para afirmar que a má conduta esteja sendo praticada por esse ou por aquele grupo ou partido. Como se diz, é tudo farinha do mesmo saco. É o que pensa a grande maioria da população. Nas próximas eleições, caberá aos cidadãos promoverem uma limpa geral nos cargos legislativos e executivos, buscando pessoas de notável respeito. É importante fazer isso antes que alguém pense em confirmar a premonição e instituir a tal Lei do Engano, que legalize a mentira. Vai que acontece!!! [clique no título para ler a íntegra]

Pizza queimada

Cheiro de pizza no ar

Fazer pizza parece simples, mas não é. Exige habilidade para que não queime e espalhe mau cheiro pelo ar. No esporte, nos negócios e na política, a expressão é empregada para identificar acordos estranhos feitos para acomodar situações, especialmente quando a solução pode prejudicar uma ou de ambas as partes. No atual momento, de grande confusão política, algumas atitudes que estão sendo tomadas, principalmente pela Justiça - leia-se PGR e STF -, têm deixado o brasileiro comum de pelos e cabelos em pé. Pelo que se prenuncia, está sendo armado um grande acordo para que ninguém seja condenado e preso por participar dos esquemas de corrupção que se instituíram no país. As recentes decisões - de mandar Rodrigo Rocha Loures para casa e de devolver o cargo de senador a Aécio Neves - são fatos que preocupam as pessoas do lado de cá. Especula-se que o tal acordo está sendo costurado para beneficiar não só o atual mandatário, mas, também, políticos e autoridades de gestões anteriores envolvidos em denúncias de corrupção, caixa 2 e outras ilegalidades. Como leigos, vemos uma grande indecisão e até revanchismo entre os juízes o que faz com que se alimente a ideia de que as decisões são orquestradas e fazem parte do grande acordo. Esta grande confusão, causada por decisões antagônicas, traz preocupação às pessoas normais, que estão, cada vez mais, atônitas e inseguras, sem compreender o que é certo e o que é errado. Pensam até que a justiça funciona só para os do lado de cá. [clique no título para a íntegra]

Justiça balança

E agora, como fica o Brasil?

No início do dia, o presidente Temer estava seguro de que nada aconteceria. Chegou a afirmar que "não há plano B; há que se seguir adiante. Portanto, nada nos destruirá. Nem a mim nem a nossos ministros". Provavelmente, disse isso pressionado pelo posicionamento do ex-presidente Fernando Henrique, que pediu que ele antecipasse as eleições de 2018 para agora, dizendo “o presidente tem a responsabilidade e talvez a possibilidade de oferecer ao país um caminho mais venturoso, antes que o atual centro político esteja exaurido, deixando as forças que apoiam as reformas esmagadas entre dois extremos, à esquerda e à direita”. No final do dia e veio a notícia: Rodrigo Janot apresentou ao STF denúncia crime contra Temer por corrupção passiva, obstrução da Justiça e organização criminosa. Porém, a denúncia só prosseguirá se a Câmara autorizar, precisando, para isso, o apoio de dois terços dos 513 parlamentares da Casa. É aí que reside toda a confiança de Temer. Enquanto isso, o Brasil vai vivendo seu calvário. Como dizem especialistas, é quase impossível que o desenvolvimento do país atinja a plenitude sem o suporte político. A esperança ainda reside nas reformas que se encontram no Congresso. Se aprovadas, certamente darão o fôlego que as empresas buscam para desengavetar seus projetos, voltar a produzir e retomar a contratação de mão de obra. Porém, diante da denúncia, questiona-se qual será o destino delas e o futuro do país. [clique no título para ler a íntegra]

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