Reflexões da Redação
Eleições 2018

Apesar do desalento, eleição pode trazer redenção

Cansados de tanta frustração, os brasileiros se esforçam para acreditar que as eleições de outubro possibilitarão o surgimento de pessoas e propostas que tirem o Brasil do buraco. Entretanto, faltando dois meses para a realização do primeiro turno, o cenário continua confuso, sem qualquer novidade que nos permita vislumbrar mudanças, nem mesmo na sórdida divisão entre nós e eles. Muito pelo contrário, o que se viu e ouviu até aqui foram ideias continuístas e promessas que não passam do mais do mesmo. Aliás, só uma coisa é certa: a renovação no Congresso Nacional será menor do que se precisava. Podemos entrar em 2019 esperando por um milagre, mesmo sabendo que ele não existe. Pior para o Brasil que, em meio à crise política e econômica sem precedentes e à corrupção desenfreada, tem vivido, nos últimos anos, um processo quase que diário de destruição da esperança de se transformar num país melhor para seu povo. Da mesma forma que os cidadãos comuns, os empresários da indústria, do comércio e dos serviços anseiam por uma reviravolta no atual quadro, para que o país retorne à situação de normalidade, com a volta dos investimentos, do crédito e de políticas sérias que permitam a retomada da produtividade e da capacidade de competir. [clique no título para ler a íntegra]

Ignorância imagem

A ignorância é que atravanca o progresso

Caminhando pelas redondezas, notamos um antigo salão em reforma. Perguntamos a trabalhadores o que seria ali. Afirmaram que seria um bingo. Dissemos que bingo é proibido no Brasil e responderam: “bingo é proibido em outros países; aqui pode funcionar”. O episódio nos fez recordar o bordão “a ignorância é que atravanca o progresso”, popularizada por Odorico Paraguaçú ou por Bertoldo Brecha, na Escolinha de Chico Anísio. Em artigo, o professor da USP Paulo Ghiraldelli, destaca que é urgente impedir semicultos de propagar bobagens. Ele cita a filósofa Hannah Arendt que chamava os semicultos de filisteus da cultura, que “falam pelos cotovelos e conquistam os ignorantes para a adesão da informação errada”, o que se encaixa na nossa preocupação com parte da população brasileira que, pouco interessada em informações de procedência confiável, fala o que lhe vem à cabeça, com base em assuntos colhidos aqui e ali. A ausência de um Estado preocupado em formar seus cidadãos acaba gerando uma população de pessoas desinformadas e desinteressadas. Ignorantes, não atentam à situação que se entranha nos segmentos da sociedade, chegando às empresas, à economia e à política, reduzindo a possibilidade do desenvolvimento e do progresso. [clique no título para ler a íntegra]

Geração Distribuida

Cresce interesse pela geração distribuída no país

Cerca de 70% da energia elétrica que se consome no Brasil advém do que é gerado nas usinas hidrelétricas. Entre as vantagens dessa fonte estão o melhor custo, a baixa emissão de poluentes e o fato de ser renovável. Entretanto, dados do governo apontam que, até 2030, essa modalidade de geração deverá cair, pois, mesmo sendo renovável, já se antecipa que, em algum momento do futuro, os rios começarão a se esgotar. Ou seja, o Brasil tem que incentivar - e de maneira urgente - a remodelação de sua matriz energética, para que dependamos cada vez menos do regime de chuvas para a geração de energia elétrica. Dentre as alternativas, uma das que mais tem atraído a atenção dos investidores e consumidores é a solar fotovoltaica, pois oferece a possibilidade das pessoas gerarem sua própria energia, a denominada microgeração distribuída que, segundo pesquisa Ibope, já registra interesse de 89% dos brasileiros. A EPE - Empresa de Pesquisa de Energia - destaca que o país terá em 2024 mais de 1 milhão de sistemas fotovoltaicos em funcionamento e que para 2030 o objetivo é alcançar 25 GW de capacidade instalada por meio de investimentos de mais de 125 bilhões de reais. [clique no título para ler a íntegra]

Recessão 2016

Brasil, um país ladeira abaixo?

A situação do Brasil tem assumido contornos insustentáveis. Em pleno ano de eleições, quando a nação deveria estar mobilizada para um debate democrático pela retomada da estabilidade política e pelo crescimento econômico, o que se vê é justamente o contrário. Os políticos desapareceram das discussões no Congresso e agora, após as festas juninas, só têm se dedicado a acompanhar a Copa e a visitar suas bases eleitorais, numa tentativa de conquistarem a reeleição. Ou seja, até o final do ano, nada mais se deve esperar dos deputados e senadores. Triste sina de um país e de seu povo que tanto clamam por reformas fundamentais e urgentes na Saúde, Educação, Previdência, Infraestrutura - e em tudo mais - para que seja possível a retomada da empregabilidade e da vida digna. De parte do Executivo, então, provavelmente nada mais vai acontecer. Um presidente fraco, sem apoio do Congresso e da população, dificilmente tomará medidas que possam mudar a atual situação. Em verdade, estamos num mato sem cachorro, rezando para 2019 chegar logo para que possamos nos ver livres de toda essa corja que só se lambuza nas poucas aparições e manifestações. [clique no título para ler a íntegra]

Voto 2018

Inovação, também na política

É compreensão geral de que quem não promover inovação nos processos produtivos e administrativos perderá a condição de competir. Aliás, inovar é a palavra que deveria nortear todos os segmentos. Os processos criativos nas artes, na educação, na saúde, enfim, em tudo, é que determinam a evolução. Assim, vale a pena refletir também sobre o que vem ocorrendo no Brasil, principalmente com seus gestores, que têm provocado o afastamento cada vez maior das pessoas do debate político. O recente episódio dos caminhoneiros desnudou a fraqueza e a falta de capacidade de nossas lideranças que deixaram de tomar providências acertadas e rápidas, causando sofrimento à população, que se viu às voltas com a falta de combustíveis e o consequente “quase” desabastecimento. Em agosto começam as campanhas eleitorais, quando seremos submetidos a promessas infundadas. Caberá a cada um de nós procurar conhecer a história dos candidatos e entender por que eles querem seu voto. É difícil, mas temos que errar menos do que já erramos. É momento, portanto, de os brasileiros promoverem uma mudança na política, não somente substituindo as pessoas, mas exigindo postura ética, transparente e inovadora de quem venha a assumir as novas funções. Que sejam capazes de promover o encontro do país com a modernidade na política. [clique no título para ler a íntegra]

Luz acesa

Voltamos a andar para trás

Até dois ou três meses atrás o país tinha certeza de que as coisas tinham entrado nos eixos e que o PIB iria crescer algo em torno de 3% neste ano. Era voz corrente no mercado que a atividade econômica estava em franca recuperação. Entretanto os últimos dados acenderam as luzes da preocupação, pois começaram a retratar um cenário de reversão das expectativas, chamando a atenção para o fato de que o país já não estava conseguindo reverter a crise. Exemplo disso foi o recente anúncio do governo de que sua previsão de crescimento econômico reduziu para 2,5%. Não bastasse isso, o país inteiro está, neste momento, sendo afetado pela paralisação dos caminhoneiros, o que, certamente, trará consequências irreparáveis a curto e médio prazos. O bloqueio das estradas trouxe efeitos danosos, causando um perigoso desabastecimento dos itens básicos à população. A paralisação trouxe prejuízo também à operação das indústrias, pois a falta de insumos pode até provocar o aumento nos custos de produção. Ou seja, o país parou e o caos é iminente, fruto de um governo fraco, sem respaldo da população e do Congresso Nacional, cujos parlamentares, fracos também, continuam afastados de seu papel - único e exclusivo - de trabalhar pelo país e por seus cidadãos. Do jeito que as coisas estão caminhando - greve dos transportadores, copa do mundo, festas juninas e eleições -, o país permanecerá paralisado e não terá o crescimento esperado e necessário. [clique no título para ler a íntegra]

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