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29 DE agosto DE 2018 - 13:46

ABSOLAR articula inclusão da fonte solar fotovoltaica nos programas de governo dos presidenciáveis

A ABSOLAR – Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica – defende a criação de uma política de Estado pelo próximo Governo Federal para promover o desenvolvimento da fonte solar fotovoltaica no Brasil. Para isso, tem recomendado a inclusão da energia solar como uma ferramenta estratégica nos programas de governo dos candidatos à Presidência da República.

Como medida central, a ABSOLAR recomenda a criação de um programa nacional solar fotovoltaico, sinalizando à sociedade brasileira, ao mercado e ao setor que a fonte será parte estratégica da política de desenvolvimento do País. A entidade propõe a incorporação pelos candidatos de uma meta de estado de atingir pelo menos 30 Gigawatts (GW) da fonte solar fotovoltaica na matriz elétrica brasileira até 2030.

Com este compromisso, o setor pretende contribuir com a atração ao Brasil de R$ 100 bilhões em novos investimentos privados, proporcionando a geração de 1 milhão de novos empregos qualificados. A primeira fase deste programa, planejada para ser implementada no período de 2019 a 2022, será capaz de movimentar R$ 35 bilhões e gerar 350 mil novos empregos.

Para viabilizar a meta principal de 30 GW até 2030, a ABSOLAR recomenda a criação de novas linhas de financiamento que possibilitem a democratização do acesso à tecnologia, para que residências, comércios, indústrias, produtores rurais e prédios públicos possam a gerar sua própria energia renovável, limpa e competitiva a partir do Sol, reduzindo seus gastos e aliviando seus orçamentos.

Novos leilões de energia solar fotovoltaica pelo Governo Federal também são parte da proposta, que enxerga nos projetos de grande escala uma oportunidade de diversificar a matriz, aliviar a pressão sobre recursos hídricos e reduzir o uso de termelétricas emergenciais, mais caras e poluentes.

Para fortalecer a geração de empregos locais qualificados e trazer mais tecnologia e inovação ao País, a entidade defende a adoção de uma política industrial competitiva para baratear equipamentos fotovoltaicos fabricados no Brasil, reduzindo a elevada tributação sobre as matérias primas utilizadas pelo setor.

“O Brasil está 15 anos atrasado em comparação com os países desenvolvidos na área da energia solar fotovoltaica e, portanto, é necessária a estruturação de um programa nacional para o desenvolvimento do setor solar fotovoltaico brasileiro, tanto na geração centralizada quanto na geração distribuída, além de medidas que contemplem o avanço da cadeia produtiva do segmento”, comenta Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR.

Para o presidente do Conselho de Administração da entidade, Ronaldo Koloszuk, “o Brasil tem excelente recurso solar e possui condições privilegiadas para se tornar uma liderança mundial na área. Levantamento realizado pelo Ibope Inteligência em 2018 apontou que 9 em cada 10 brasileiros quer gerar energia renovável em casa”.

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