Reflexões da Redação
1 DE novembro DE 2018 - 21:42

A luta contra a corrupção

Reflexão dos editores deste portal

A confirmação do juiz federal Sérgio Moro para ocupar o Ministério da Justiça e Segurança Pública aponta para a orientação do novo governo quanto às questões relacionadas à corrupção e ao crime organizado.

Em sua primeira nota pública, Moro escreveu: “a perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito à Constituição, à lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisão; na prática, significa consolidar os avanços contra o crime e a corrupção dos últimos anos e afastar riscos de retrocessos por um bem maior”.

Ao concluir a nota, o futuro ministro fez questão de dizer que a Operação Lava Jato seguirá em Curitiba “com os valorosos juízes locais”, e que se afastará de novas audiências ”para evitar controvérsias desnecessárias”.

Renegado por quem já sabíamos que renegariam, a escolha e o aceite de Moro vieram em muito boa hora, visto que o Brasil precisa, sim, de homens que queiram, de verdade, combater esta doença, que quase leva o país ao fundo do poço.

Nas urnas os brasileiros já deram o recado e conseguiram aposentar – mesmo que temporariamente – muitos políticos, velhas raposas e figurinhas carimbadas que, comandando seus partidos, determinavam os destinos das eleições. Defendiam a própria pele, ancorando-se no corporativismo e nas atitudes combinadas, nas trocas de apoios e de favores, fortalecendo a política suja, suportada pela corrupção.

Aliás, para que se tenha uma ideia de quanto a corrupção é indesejável pelo povo brasileiro, no ano passado ela foi escolhida como “a palavra do ano” por 37% dos cidadãos, bem à frente dos termos vergonha e crise.

Segundo os organizadores da pesquisa, o resultado adveio da série de denúncias e investigações que deram o tom da crise política, e a escolha refletia a ideia de descrença que marcava (e ainda marca!) o espírito das pessoas em relação aos acontecimentos ao longo de 2017.

E não poderia ser outro o sentimento, pois, aos poucos, os brasileiros de bem tomaram consciência de tudo de errado que acontece no país quando comandado por maus políticos, governantes inescrupulosos e empresários gananciosos que utilizam a máquina para bancar campanhas políticas e garantir empregos aos apaniguados.

Neste contexto, a chegada de um novo governo compromissado com o respeito à Constituição, à Democracia e às Liberdades e que se propõe a levar a nação ao caminho do desenvolvimento e a devolver a dignidade aos cidadãos, nos leva a acreditar que viveremos um novo ambiente a partir do ano que vem.

Agregue-se a isso, a indicação de um quadro técnico de ministros e assessores, que poderão trabalhar (confiamos!) sem a pressão político/partidária que sempre deu as cartas.

É importante, neste momento, que não nos afastemos de nossa crença no Brasil e que não percamos a esperança de termos um país melhor daqui para frente. Assim, a palavra deste ano será ESPERANÇA!!!

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