Reflexões da Redação
1 DE setembro DE 2017 - 17:28

207 milhões, 660 mil e 929 brasileiros pedem vida digna

Reflexão dos editores deste portal

Em 1º de julho último, a população brasileira atingiu a marca de 207.660.929 habitantes, espalhados pelos 5.570 municípios em todo o país. O número é grandioso e, ao mesmo tempo, preocupante.

Segundo o IBGE, nos últimos 12 meses, o crescimento populacional foi de 0,77% (1.579.496 em números absolutos), um pouco menor do que a taxa de 0,80% medida no mesmo período imediatamente anterior. De 2014 para 2015, a taxa tinha sido de 0,83%.

Mais números do IBGE: de 2000 para 2001 a taxa de crescimento registrava 1,40%; de 2020 para 2021 deverá ser de 0,64%; de 2029 para 2030 ficará em 0,38%.

De posse destas informações, de cara, é possível perceber que a população, além de estar crescendo menos, está envelhecendo, o que carece de um cuidado muito especial. Num segundo instante, será possível concluir que o potencial da força de trabalho começará a reduzir, caindo, também, a contribuição previdenciária.

Isso, sem considerar o número de desempregados e subempregados, que – fora das estatísticas oficias que falam em 13,3 milhões – beiram, hoje, os 20 milhões de brasileiros, que, provavelmente, não contribuem para a previdência.

É momento, portanto, do Congresso Nacional pensar com a cabeça no futuro do país, deixando de lado o imediatismo das eleições de seus membros. É hora dos senadores e deputados se debruçarem de forma séria sobre a questão da Previdência e promoverem a reforma tão necessária e esperada.

O texto inicial pode não agradar a todos, porém tem que ser discutido e ajustado sem cores e partidarismos, aproveitando o clima reformista do país. Se nada for feito agora, como será o rombo – hoje em torno dos assustadores R$ 188 bilhões – daqui a 10, 20, 30 anos? Uma resposta parece óbvia: a taxa de mortalidade, por falta de assistência, crescerá e a população diminuirá.

Aliás, de certa forma, esse dado já está contemplado no levantamento do IBGE: a projeção demográfica é de que, daqui a 26 anos (entre 2042 e 2043), a população brasileira vai atingir seu limite máximo, estimado em 228,4 milhões. A partir daí, deverá parar de crescer.

Este será o Brasil dos nossos filhos, netos e bisnetos, que precisarão de uma política econômica forte, desenvolvida, pulsante, sem corrupção, capaz de dar respostas rápidas, sob o risco de não conseguir abrigar de forma digna seus cidadãos, que se resume, entre outras necessidades, em saúde, educação, emprego, moradia… A lista é grande!

E, para começar, será fundamental que os brasileiros – já nas próximas eleições – promovam uma profunda renovação na Câmara e no Senado – e também no Executivo, claro -, elegendo mulheres e homens realmente comprometidos com o país e com os cidadãos brasileiros, deixando de lado os velhos e carcomidos políticos que, salvo mínimas exceções, só trabalham sob o mote do toma lá, dá cá.

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