Reforma eleitoral dificultará renovação no Congresso

A reforma eleitoral seguiu para votação no plenário da Câmara. O relatório a ser votado tem como um dos destaques a criação de um fundo eleitoral de R$ 3,6 bilhões para as campanhas já em 2018, uma verdadeira afronta à sociedade que tanto clama por investimentos em saúde, previdência, educação, moradia, segurança. Há também uma proposta de se ocultar a identificação de doadores para as campanhas quando os valores não ultrapassem três salários mínimos, o que poderá gerar um grande volume de recursos movimentados sob Caixa 2. Já, sobre a proposta de “distritão”, o cientista político Rodrigo Augusto Prando, professor da Universidade Mackenzie, a reforma tende a transformar algo ruim em algo muito pior, com vistas à manutenção dos donos do poder em detrimento dos partidos e da qualidade da democracia e de nossa república. Segundo ele o novo sistema personaliza ainda mais a política, favorecendo candidatos, deixando de lado os partidos, suas ideologias e propostas; prejudica os candidatos com menos recursos e menos visibilidade. Corroborando esse pensamento, o movimento Vem Pra Rua diz que não ocorrerá renovação alguma em 2018, porque não haverá novos candidatos que conseguirão concorrer com os candidatos milionários. Neste momento, aprovar medidas como essas significa confirmar que os parlamentares, mais uma vez, vão virar as costas para os brasileiros. [Clique no título para ler a íntegra]

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