Voltamos a andar para trás

Até dois ou três meses atrás o país tinha certeza de que as coisas tinham entrado nos eixos e que o PIB iria crescer algo em torno de 3% neste ano. Era voz corrente no mercado que a atividade econômica estava em franca recuperação. Entretanto os últimos dados acenderam as luzes da preocupação, pois começaram a retratar um cenário de reversão das expectativas, chamando a atenção para o fato de que o país já não estava conseguindo reverter a crise. Exemplo disso foi o recente anúncio do governo de que sua previsão de crescimento econômico reduziu para 2,5%. Não bastasse isso, o país inteiro está, neste momento, sendo afetado pela paralisação dos caminhoneiros, o que, certamente, trará consequências irreparáveis a curto e médio prazos. O bloqueio das estradas trouxe efeitos danosos, causando um perigoso desabastecimento dos itens básicos à população. A paralisação trouxe prejuízo também à operação das indústrias, pois a falta de insumos pode até provocar o aumento nos custos de produção. Ou seja, o país parou e o caos é iminente, fruto de um governo fraco, sem respaldo da população e do Congresso Nacional, cujos parlamentares, fracos também, continuam afastados de seu papel - único e exclusivo - de trabalhar pelo país e por seus cidadãos. Do jeito que as coisas estão caminhando - greve dos transportadores, copa do mundo, festas juninas e eleições -, o país permanecerá paralisado e não terá o crescimento esperado e necessário. [clique no título para ler a íntegra]

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