O risco de aumentar os combustíveis

Deve haver alguma lógica na decisão do governo de promover o aumento do PIS e da Cofins sobre os preços dos combustíveis que, diferente do presidente da República, os brasileiros não conseguiram compreender, muito menos aceitar. Em meio à crise política, o governo não conseguiu aprovar importantes medidas e acabou encontrando o caminho mais fácil para não estourar a meta estabelecida para o déficit das despesas deste ano. Pelo pouco que conhecemos de economia, reajustar o preço da gasolina, do álcool e do diesel - no momento em que o país luta para sair do atoleiro -, parece ser um grande contrassenso, pois o reflexo na taxa de inflação será imediato. O aumento afetará diretamente o preço dos produtos nas prateleiras, visto que o abastecimento no Brasil tem dependência quase que total do transporte rodoviário, movido a frete. E não vai ficar só nisso. Também, os serviços promoverão o repasse de custos, engrossando o caldo inflacionário. É evidente que o governo aproveitou o atual momento em que todos os indicadores conduzem para uma inflação abaixo da meta para promover esta majoração tributária, que, certamente, enterrará mais ainda a baixa popularidade do presidente. Fica a questão: o novo patamar inflacionário, que advirá do aumento dos combustíveis, afetará a queda da Selic? [clique no título para ler a íntegra]

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